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INDICADORES COMPORTAMENTAIS E FISIOLÓGICOS DE RESILIÊNCIA PERANTE A DIARREIA EM LEITÕES

STOFELLA, Gabriela Jimenes¹; SANTOS, Rafaela Nunes dos²; COSTA, Leandro Batista²; BEZ, Isabela Cristina Colaço²; DAROS, Rolnei Rua³
Curso do(a) Estudante: Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O desmame precoce representa um dos principais desafios da suinocultura moderna, pois expõe os leitões a alterações fisiológicas, comportamentais e imunológicas que aumentam a susceptibilidade à diarreia pós-desmame. Apesar disso, alguns animais conseguem superar esses desafios sem comprometimento significativo do desempenho, caracterizando um perfil de maior resiliência. A identificação de marcadores comportamentais e fisiológicos associados à resiliência pode contribuir para estratégias que promovam o bem-estar animal e reduzam perdas produtivas. OBJETIVOS: Identificar marcadores comportamentais, traços de personalidade e indicadores fisiológicos associados à resiliência de leitões frente à diarreia pós-desmame, investigando a relação entre comportamento, personalidade, cortisol e resposta clínica à infecção. MATERIAIS E MÉTODO: Foi conduzido um estudo longitudinal prospectivo com 45 leitões (Landrace × Large White), sendo 22 submetidos à infecção experimental por Escherichia coli enterotoxigênica e 23 utilizados como controles. A ocorrência de diarreia foi monitorada diariamente por avaliação da consistência fecal utilizando swab retal e escore de sujidade da região traseira. A resiliência foi avaliada por indicadores comportamentais obtidos por monitoramento em vídeo contínuo, termografia infravermelha da região ocular e análises séricas de cortisol e serotonina. Traços de personalidade foram determinados por testes de arena aberta, aproximação voluntária e teste do laser, sendo posteriormente sintetizados por Análise de Componentes Principais. As análises estatísticas incluíram modelos mistos, regressão logística ordinal, testes não paramétricos e correlação de Spearman. RESULTADOS: Os resultados parciais demonstraram associação positiva entre o escore de swab retal e a ocorrência de diarreia observada nas baias, bem como entre o escore fecal e a sujidade da região traseira. Animais infectados apresentaram maior gravidade da diarreia, embora a duração dos episódios não tenha diferido entre grupos. O aumento do delta de cortisol esteve associado tanto ao prolongamento quanto à maior gravidade da diarreia, sugerindo menor resiliência desses indivíduos. Não foram observadas associações entre BDNF, serotonina ou temperatura corporal e os indicadores de diarreia. A análise de personalidade identificou três perfis comportamentais (“explorador sociável”, “medroso” e “explorador cauteloso”), sendo observada tendência de leitões mais exploradores sociáveis apresentarem menor número de dias com diarreia. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados parciais indicam que o cortisol sanguíneo é um potencial marcador fisiológico de menor resiliência frente à diarreia pós-desmame, enquanto características comportamentais relacionadas à personalidade podem influenciar a resposta individual aos desafios sanitários. A continuidade do projeto, com a inclusão da segunda rodada experimental e da análise comportamental completa, permitirá consolidar esses achados e ampliar a compreensão dos mecanismos envolvidos na resiliência de leitões.

PALAVRAS-CHAVE: Suinocultura, bem-estar animal, resiliência.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC Master.

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