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URBANIZAÇÃO E TRANSTORNOS MENTAIS: ANÁLISE DOS EFEITOS AMBIENTAIS E SOCIAIS NAS REGIÕES METROPOLITANAS

GROQUE, Rafael Luigi Guarnieri¹; LIRA, Ana Clara Santos²; SOUZA, Fabio Teodoro de³
Colégio do(a) Estudante: Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba (Ceep)
Supervisor(a): Denis Bornatowski
Curso do(a) Orientador(a): Engenharia Civil – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O avanço da urbanização e o adensamento populacional nas regiões metropolitanas produzem transformações socioespaciais que podem repercutir nas condições de saúde e bem-estar da população, especialmente diante de desigualdades territoriais, mobilidade pendular, adensamento construtivo, segregação socioespacial e diferentes condições de acesso aos serviços públicos. O estudo parte da compreensão de que as internações hospitalares financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) podem ser utilizadas como indicador indireto de sofrimento psíquico e de demandas relacionadas à organização territorial e à rede de atenção à saúde mental. . Foram utilizados dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), obtidos por meio do DATASUS/TABNET, considerando o Capítulo V da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), referente aos Transtornos Mentais e Comportamentais, além de dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). OBJETIVOS: Este estudo investiga o panorama da saúde mental na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) no período de 2015 a 2025, adotando o volume e o perfil das internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) não apenas como dados epidemiológicos isolados, mas como um indicador indireto das pressões ambientais, sociais e urbanas a que a sociedade está submetida. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo epidemiológico, quantitativo, observacional, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários de acesso público. Foram utilizados dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), obtidos por meio do DATASUS/TABNET, referente aos Transtornos Mentais e Comportamentais, além de dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise foi organizada em três eixos: evolução temporal das internações em Curitiba; caracterização demográfica segundo sexo e faixa etária; e comparação territorial entre os 29 municípios da RMC. Os dados foram exportados, consolidados e organizados em planilhas eletrônicas, com cálculo de frequências absolutas e relativas e de taxas de internação por 10.000 habitantes, buscando reduzir o efeito das diferenças populacionais entre os municípios. RESULTADOS: Em Curitiba, foram registradas 75.275 internações no período analisado, sendo 45.541 (60,5%) do sexo masculino e 29.734 (39,5%) do sexo feminino. Conforme discutido no relatório, esse comportamento está relacionado às alterações na organização da rede hospitalar durante a pandemia de COVID-19, não devendo ser interpretado isoladamente como redução da ocorrência de transtornos mentais. Na análise territorial, Curitiba apresentou taxa de 411,16 internações por 10.000 habitantes, enquanto Pinhais apresentou 371,63, Campo Magro 322,82 e Campina Grande do Sul 317,47. As diferenças observadas entre os municípios evidenciam a existência de diferentes padrões territoriais de hospitalização e reforçam a importância de considerar aspectos socioespaciais e a organização da rede de atenção à saúde na análise da saúde mental. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a análise temporal, demográfica e territorial das internações permite identificar padrões e desigualdades relevantes na RMC, podendo subsidiar o planejamento de políticas públicas de saúde mental e de organização territorial. Os resultados também indicam a necessidade de estudos futuros que integrem dados hospitalares e ambulatoriais a indicadores urbanísticos e de vulnerabilidade social.

PALAVRAS-CHAVE: Saúde Mental Urbana; Urbanização; Internações Hospitalares; DATASUS.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBIC Jr.

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