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O CORPO NA TEOLOGIA ECOFEMINISTA

MOURA, Kamilly Maria Barros de¹; FERNANDES, Pauline Henrique²; QUINTAS, Michel Eriton³
Colégio do(a) Estudante: Colégio Estadual Herbert de Souza
Supervisor(a): Pauline Henrique Fernandes
Curso do(a) Orientador(a): PPGT – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Para compreender a religião contemporânea, é necessário, primeiro, reconhecer que determinadas interpretações religiosas apresentadas como verdadeiras podem servir para justificar costumes e comportamentos masculinos, enquanto interpretações originadas de outras perspectivas são frequentemente deixadas de lado. Nesse contexto, consolida-se uma lógica de dominação fundamentada em uma narrativa religiosa rígida, cujas consequências podem ser observadas na desvalorização do feminino, no sentimento de superioridade e posse em relação à natureza e na desvalorização do corpo em detrimento da alma. Diante dessas questões, surge a necessidade de uma teologia contextual, capaz de contemplar diferentes experiências e não apenas aquelas vinculadas a determinados grupos. Nesse sentido, destaca-se a teologia ecofeminista, que aborda a experiência religiosa a partir da perspectiva das mulheres e analisa como essa narrativa dominadora e rígida se relaciona diretamente com a exploração do corpo feminino e da natureza. OBJETIVOS: O objetivo da presente pesquisa é explorar, ainda que brevemente, o lugar de inserção do corpo e, consequentemente, da corporeidade na teologia ecofeminista, entendida como uma teologia contextual. Em virtude do objetivo geral acima descrito, propõem-se os seguintes objetivos específicos: identificar a importância do corpo e da corporeidade para a teologia; situar a discussão acerca das teologias contextuais, com especial atenção às vertentes feministas; e explorar brevemente o lugar de inserção do corpo na teologia ecofeminista. MATERIAIS E MÉTODO: A elaboração desta pesquisa foi realizada inteiramente por meio de investigação bibliográfica, obras cinematográficas, vídeos didáticos e outras referências relacionadas ao tema. Os materiais bibliográficos selecionados foram lidos, grifados e organizados em tópicos, com o objetivo de facilitar sua compreensão. As obras cinematográficas e os vídeos didáticos, por sua vez, foram analisados a partir das possíveis contribuições que poderiam oferecer por meio de referências, analogias e simbolismos. Entre as principais pensadoras consideradas na pesquisa, destacam-se Ivone Gebara, Silvia Federici e Wanda Deifelt. RESULTADOS: A análise realizada indica que a teologia ecofeminista, o feminismo e a teologia contextual contribuem para a compreensão da relação entre corpo, alma e natureza. Essas perspectivas relacionam a degradação do feminino e da natureza à exploração promovida por grupos hegemônicos, reforçada por um dualismo que associa o corpo ao pecado. A pesquisa também evidencia a importância de ampliar as estruturas epistemológicas, questionar sistemas de exploração, recuperar ensinamentos de Jesus relacionados ao respeito e à solidariedade e superar a visão dualista que opõe corpo e alma e estabelece uma relação de superioridade dos seres humanos em relação à natureza. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Para superar esse cenário, é necessário reconhecer a interconexão entre os seres humanos e a natureza, valorizar saberes que ultrapassem perspectivas normativas e compreender que não há uma separação absoluta entre carne e espírito, uma vez que o corpo também é imagem de Deus. O aprofundamento da reflexão sobre a corporeidade e o dualismo pode contribuir para a prevenção de práticas que continuam produzindo danos à natureza, aos corpos e às mulheres.

PALAVRAS-CHAVE: Corporeidade; Religião; Feminismo; Ecologia; Contextual.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC Jr.

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