ENTRE A TERRA E A LUTA: AGROECOLOGIA COMO RESISTÊNCIA DAS MULHERES INDÍGENAS À COLONIALIDADE
INTRODUÇÃO: A questão agrária brasileira está relacionada a processos históricos como a formação do capitalismo, a colonização e a consolidação da propriedade privada, que contribuíram para a concentração da terra e para desigualdades sociais, de gênero e de raça. Nesse contexto, a compreensão dos direitos coletivos, da valorização dos conhecimentos tradicionais e da agroecologia é importante para analisar as relações entre território, sociedade e sustentabilidade. OBJETIVOS: Como objetivo, o trabalho teve como intuito investigar como as mulheres indígenas protagonizam formas de resistência por meio da prática da agroecologia, em oposição à herança colonialista no Brasil, analisando também as implicações do colonialismo e do agronegócio e a importância dos conhecimentos tradicionais e dos direitos coletivos. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa e caráter hipotético-dedutivo. Foram realizadas leituras das obras selecionadas, elaboração de fichamentos e análise comparativa dos textos, buscando identificar relações entre capitalismo, colonização, questão agrária, direitos coletivos, desigualdades de gênero, raça e classe e agroecologia. RESULTADOS: A análise demonstrou que a concentração da terra, a exploração das mulheres e a marginalização de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais estão relacionadas a processos históricos de colonização, expansão do capitalismo e consolidação da propriedade privada. Também foi identificado que o Direito contribuiu para a institucionalização dessas desigualdades, enquanto a agroecologia e a valorização dos conhecimentos tradicionais apresentam possibilidades de fortalecimento da soberania alimentar, da preservação ambiental e dos direitos territoriais. Ainda, a leitura das obras indicadas permitiu compreender que a questão agrária deve ser interpretada de forma ampla, envolvendo aspectos históricos, jurídicos, sociais, ambientais e culturais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se, portanto, que o protagonismo das mulheres, o reconhecimento dos direitos coletivos e o fortalecimento da agroecologia são elementos importantes para compreender e enfrentar desigualdades relacionadas à terra e aos territórios.
PALAVRAS-CHAVE: Colonialismo; Soberania alimentar; Direitos coletivos; Agroecologia; Capitalismo.
Votação encerrada.