PERFIL DE ADESÃO MEDICAMENTOSA EM INDIVÍDUOS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA E DIABETES MELLITUS NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO
INTRODUÇÃO: As doenças crônicas não transmissíveis, especialmente a hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o diabetes mellitus (DM), representam importantes desafios para a saúde pública devido à elevada prevalência, às complicações associadas e à necessidade de tratamento contínuo. Embora existam terapias eficazes, a baixa adesão medicamentosa permanece como um dos principais obstáculos para o controle dessas doenças, sendo influenciada por fatores sociais, comportamentais, clínicos e assistenciais OBJETIVOS: Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo descrever as características sociodemográficas e clínicas de indivíduos com diagnóstico de HAS e/ou DM pertencentes a uma comunidade universitária, bem como investigar os principais determinantes relacionados à adesão medicamentosa MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional, descritivo e de delineamento transversal, desenvolvido com professores, estudantes e servidores técnico-administrativos de uma instituição privada de ensino superior da região Sul do Brasil. Inicialmente foi realizada revisão da literatura para fundamentação teórica e elaboração do instrumento de coleta de dados. Posteriormente, foi desenvolvido um questionário eletrônico estruturado, disponibilizado por meio da plataforma Microsoft Forms®, sendo os dados analisados por estatística descritiva RESULTADOS: A amostra final foi composta por 44 participantes, dos quais 36 apresentavam HAS e 15 DM, incluindo indivíduos com ambas as condições. Os participantes apresentaram, em sua maioria, elevada escolaridade, renda superior a um salário mínimo, autonomia para administrar os medicamentos e bom conhecimento sobre suas doenças e tratamentos. Observou-se elevada frequência de polifarmácia em ambos os grupos, porém o conhecimento sobre os medicamentos não se mostrou a principal barreira para a adesão. Os principais determinantes associados às falhas terapêuticas foram comportamentos relacionados à automedicação diante da piora clínica e à interrupção do tratamento por indisponibilidade dos medicamentos. Além disso, predominou a percepção da necessidade do tratamento, embora parte dos participantes demonstrasse preocupação com os possíveis efeitos do uso prolongado dos medicamentos CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a adesão medicamentosa é um fenômeno multifatorial, influenciado por fatores que ultrapassam o conhecimento sobre a doença, reforçando a importância de estratégias voltadas ao acompanhamento farmacoterapêutico, à organização da rotina medicamentosa, ao fortalecimento do autocuidado e ao desenvolvimento de ações educativas que favoreçam o uso racional de medicamentos e a melhoria do cuidado às pessoas com doenças crônicas.
PALAVRAS-CHAVE: Adesão medicamentosa; Hipertensão arterial sistêmica; Diabetes mellitus; Doenças crônicas; Uso racional de medicamentos.
Votação encerrada.