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PLATAFORMAS E REDES SOCIAIS COMO ESPAÇO DE INTERCULTURALIDADE NO ENSINO DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA/ADICIONAL: UM ESTUDO DE CASO

ROCHA, Camilla de Franco¹; MIYAKI, Cristina Yukie³
Colégio do(a) Estudante: Colégio Sesi da Indústria Centro
Supervisor(a): Robert Nelson Granada Gessner Jr
Curso do(a) Orientador(a): Letras – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O estudo foi realizado no Programa Lampedusa, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), projeto voltado ao acolhimento de pessoas em situação de migração, refúgio e apatridia por meio do ensino da língua portuguesa e de ações de integração social. OBJETIVOS: Esta pesquisa teve como objetivo identificar os desafios culturais e metodológicos presentes no ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc), bem como analisar a contribuição das plataformas digitais e das redes sociais para a aprendizagem de migrantes e refugiados. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso de natureza qualitativa, envolvendo observações das aulas e aplicação de questionários aos estudantes da turma Preparatório Celpe-Bras. Os dados coletados permitiram conhecer o perfil dos participantes, suas principais dificuldades no processo de adaptação ao Brasil e os recursos utilizados para complementar os estudos fora da sala de aula. RESULTADOS: Os resultados mostraram que aplicativos de tradução, plataformas digitais e redes sociais são frequentemente utilizados como apoio à aprendizagem da língua portuguesa, favorecendo a prática do idioma no cotidiano. Além disso, observou-se que muitos estudantes, especialmente os provenientes da Venezuela, relataram dificuldades relacionadas à timidez, vergonha e adaptação social, demonstrando que os desafios enfrentados pelos migrantes vão além da barreira linguística. As observações também evidenciaram que o Programa Lampedusa oferece um ambiente acolhedor, no qual o respeito à diversidade cultural e a participação ativa dos estudantes contribuem para uma aprendizagem mais significativa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o ensino de Português como Língua de Acolhimento, aliado ao uso de recursos digitais, pode favorecer a inclusão sociaI, fortalecer a autonomia dos estudantes e facilitar sua integração à sociedade brasileira.

PALAVRAS-CHAVE: Português como Língua de Acolhimento (PLAc); Estudantes migrantes e refugiados; Programa Lampedusa PUCPR; Plataformas digitais.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC Jr.

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