ESPAÇOS BIOFÍLICOS: O ENGAJAMENTO DE JOVENS EM AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
INTRODUÇÃO: A Bioética, concebida por Potter como uma ponte entre as ciências biológicas e as ciências humanas, propõe uma abordagem interdisciplinar para enfrentar problemas éticos relacionados à vida, à saúde e à sustentabilidade. Entre seus desdobramentos destaca-se a biofilia, entendida como a afinidade humana com a natureza, cuja promoção em ambientes urbanos pode favorecer o desenvolvimento da educação ambiental e fortalecer o compromisso com a conservação da biodiversidade. OBJETIVOS: Investigar se os espaços urbanos biofílicos de uma instituição de ensino são utilizados para ações de educação ambiental e analisar o nível de engajamento de estudantes do ensino médio com atividades voltadas à conexão com a natureza. MATERIAIS E MÉTODO: Foi desenvolvido um estudo de abordagem qualitativa, utilizando entrevistas com professores e estudantes do Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva para avaliar percepções sobre educação ambiental, biofilia e utilização dos espaços verdes da instituição. Complementarmente, realizou-se uma busca em plataformas digitais para identificar iniciativas virtuais relacionadas à educação ambiental e à promoção da biofilia RESULTADOS: Foi desenvolvido um estudo de abordagem qualitativa, utilizando entrevistas com professores e estudantes do Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva para avaliar percepções sobre educação ambiental, biofilia e utilização dos espaços verdes da instituição. Complementarmente, realizou-se uma busca em plataformas digitais para identificar iniciativas virtuais relacionadas à educação ambiental e à promoção da biofilia. Resultados: Os resultados indicaram que os espaços biofílicos existentes na instituição são pouco utilizados para atividades de educação ambiental. Também foi observada baixa oferta de ações educativas voltadas à aproximação dos estudantes com a natureza, tanto no ambiente escolar quanto em iniciativas virtuais. Os estudantes demonstraram reduzido interesse em participar de atividades relacionadas à temática ambiental, enquanto os professores manifestaram apoio à realização dessas ações, embora a maioria desconhecesse o conceito de biofilia. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A limitada utilização dos espaços biofílicos e a escassez de ações de educação ambiental contribuem para o baixo engajamento dos estudantes com a natureza. Os resultados evidenciam a necessidade de incorporar estratégias educativas que promovam experiências de contato com ambientes naturais, ampliem o conhecimento sobre a biofilia e fortaleçam a formação de valores voltados à conservação ambiental e à sustentabilidade.
PALAVRAS-CHAVE: Bioética ambiental; Biofilia; Educação Ambiental; Engajamento juvenil.
Votação encerrada.