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A REVOLUÇÃO DAS PLANTAS: UMA ANÁLISE FILOSÓFICA DA INTELIGÊNCIA VEGETAL EM HANS JONAS E STEFANO MANCUSO

APOLINÁRIO, Alicia de Meira¹; SOUZA, Grégori de³
Colégio do(a) Estudante: Colégio Sesi da Indústria Centro
Supervisor(a):
Curso do(a) Orientador(a): PPGF – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A pesquisa investiga a inteligência vegetal e suas implicações filosóficas a partir do diálogo entre Stefano Mancuso e Hans Jonas. Parte-se do problema de como compreender as plantas sem reduzi-las a organismos passivos nem projetar sobre elas critérios exclusivamente animais ou humanos de inteligência. OBJETIVOS: O objetivo geral foi explorar os fundamentos da filosofia vegetal apresentados em Revolução das plantas, relacionando-os à biologia filosófica de Jonas, de modo a examinar consequências éticas e ontológicas dessa aproximação. MATERIAIS E MÉTODO: Metodologicamente, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa e bibliográfica, baseada em leitura interpretativa, fichamentos sistemáticos, seleção de conceitos e citações, produção de sínteses e reuniões periódicas de orientação. O corpus principal reuniu a obra de Mancuso, textos de Hans Jonas e o artigo The mind of plants: Toward a vegetal philosophy in Hans Jonas, de Grégori de Souza e Jelson Oliveira. RESULTADOS: Os resultados mostram que Mancuso descreve memória, aprendizagem, comunicação, mimese, movimento, organização descentralizada e bioinspiração como capacidades que exigem ampliar o conceito de inteligência para além do cérebro. A análise jonasiana, por sua vez, permite compreender a planta a partir do metabolismo como primeira forma de liberdade, da proximidade material com o ambiente e da continuidade espacial, articulando superioridade orgânica e vulnerabilidade ontológica. O confronto entre os autores evidencia uma convergência decisiva: a vida vegetal não pode ser adequadamente descrita pelo vocabulário da passividade. Ao mesmo tempo, há uma diferença de enfoque: Mancuso enfatiza capacidades observáveis e estratégias adaptativas, enquanto Jonas investiga a estrutura ontológica da vida e os graus de interioridade. Essa diferença não impede o diálogo; ao contrário, permite distinguir inteligência vegetal de uma simples imitação da inteligência animal. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que reconhecer a especificidade das plantas modifica tanto a compreensão filosófica da vida quanto a relação ética dos seres humanos com o mundo vegetal, especialmente diante da crise ambiental e da dependência material da humanidade em relação às plantas.

PALAVRAS-CHAVE: filosofia vegetal; inteligência vegetal; Hans Jonas; Stefano Mancuso; responsabilidade.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC Jr.

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