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REUSO DE ÁGUA: POTENCIALIDADES PARA GARANTIA DA QUALIDADE E SEGURANÇA HÍDRICA NO MEIO URBANO

ROCHA, Gabriel¹; CUNHA, Rafaela da Silva Limons da³
Curso do(a) Estudante: Engenharia Civil – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Engenharia Ambiental – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A urbanização, a poluição dos mananciais, o aumento da demanda e as mudanças climáticas intensificam a pressão sobre os recursos hídricos. Nesse contexto, o reuso planejado pode reduzir o consumo de água potável, diminuir a pressão sobre os mananciais e fortalecer a segurança hídrica. A Bacia do Rio Belém, em Curitiba (PR), constitui um recorte relevante por atravessar uma área intensamente urbanizada e sujeita à degradação da qualidade da água. OBJETIVOS: Investigar o potencial das tecnologias avançadas de tratamento e do reuso planejado como estratégias complementares para fortalecer a segurança hídrica urbana na Bacia do Rio Belém. Buscou-se avaliar a eficiência e a aplicabilidade das tecnologias, analisar experiências nacionais e internacionais, relacionar o reuso à segurança hídrica e sistematizar informações para práticas sustentáveis. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa apresentou abordagem qualiquantitativa, natureza aplicada e caráter exploratório e descritivo. A pesquisa bibliográfica e documental foi desenvolvida em quatro fases: seleção da literatura, análise temática, contextualização territorial e integração dos resultados. Também foram elaboradas uma matriz SWOT e uma relação interpretativa com os ODS 6, 11 e 12. RESULTADOS: Tratamentos convencionais complementados por filtração e desinfecção podem atender a usos urbanos não potáveis, enquanto membranas, processos oxidativos avançados e múltiplas barreiras apresentam potencial para aplicações mais restritivas. Não foi identificada uma tecnologia universalmente superior. A seleção deve considerar qualidade da água, finalidade, riscos, custos e capacidade operacional. As experiências analisadas demonstraram que o sucesso do reuso também depende de infraestrutura, demanda, regulamentação, governança, viabilidade econômica e aceitação social. Para o Rio Belém, foram definidos seis eixos: qualidade da água e contaminantes; usos potenciais; seleção tecnológica; custos e infraestrutura; governança e monitoramento; e participação social. Os resultados indicaram contribuições potenciais aos ODS 6, 11 e 12. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O reuso planejado apresenta potencial para fortalecer a segurança hídrica e contribuir para a recuperação ambiental, especialmente ao diversificar as fontes de abastecimento, reduzir a pressão sobre os mananciais e substituir a água potável em usos menos restritivos. Entretanto, deve ser adotado como estratégia complementar às fontes convencionais, com tratamento compatível com a finalidade de uso, monitoramento contínuo, viabilidade econômica e adequada estrutura de gestão.

PALAVRAS-CHAVE: Reuso de água; Tratamento avançado; Segurança hídrica; Gestão; ODS.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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