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RURALIDADES, AGROECOLOGIA E SUBJETIVIDADES EM DISPUTA NA MÍDIA DOCUMENTAL

PORTELINHA, Gabriel Silveira¹; CALVE, Tiago Morales³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O presente trabalho tem como temática a agroecologia no Brasil que se apresenta como um campo de resistência e alternativa ao modelo predatório da agricultura capitalista, tem como objeto as diversas narrativas que atravessam este contexto e tensionam os processos de subjetivação no meio rural. OBJETIVOS: Assim, objetiva-se compreender, a partir da análise fílmica documental, as disputas discursivas em torno da agroecologia, examinando como os discursos de diferentes grupos sociais articulam-se à produção de subjetividades. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa fundamenta-se na epistemologia qualitativa de inspiração cartográfica, constituída por revisão de literatura e análise de narrativas fílmicas presente nos documentários. A amostra é composta por quatro documentários publicados na plataforma Youtube. No que se refere ao número de pessoas entrevistadas nas produções audiovisuais, evidenciou-se a presença de 145 pessoas, as quais, em sua maioria, são trabalhadores rurais. RESULTADOS: Ao analisarem-se os discursos dos entrevistados, constatou-se que os assentamentos e as cooperativas são descritos como espaços propícios para o desenvolvimento de atividades agroecológicas, bem como as redes de trabalhadoras rurais. Sobre as estratégias discursivas presentes nos documentários, averiguou-se que, em alguns momentos, os discursos expressam uma despolitização e individualização das práticas agroecológicas, apontando para racionalidades neoliberais. Quando se examinaram os discursos em um plano conotativo, por meio das categorias codificação/decodificação, observaram-se outros sentidos: a reprodução de lógicas coloniais, as quais subjetivam modos de compreensão da agroecologia. Nesse sentido, os embates entre diferentes discursos sobre a agroecologia, ora reforçam lógicas empreendedoras, ora afirmam práticas de resistência sociopolítica, sustentando mecanismos de produção de subjetividades. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a agroecologia, longe de constituir um campo homogêneo, é atravessada por disputas de sentido e por processos de subjetivação que permanecem em constante tensão.

PALAVRAS-CHAVE: 1. Agroecologia; 2. Subjetividades; 3. Ruralidades; 4. Documentários; 5 Stuart Hall.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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