VOCÊ É O QUE VOCÊ COME: COMO O VEGETARIANISMO AFETA O EMOCIONAL HUMANO
INTRODUÇÃO: A alimentação é compreendida como um fenômeno que ultrapassa a dimensão biológica, envolvendo aspectos sociais, culturais, simbólicos e emocionais que influenciam diretamente as escolhas alimentares. Nesse contexto, o vegetarianismo é apresentado como uma prática histórica que, inicialmente associada a motivações religiosas e de saúde, passou a incorporar preocupações éticas, ambientais e de bem-estar animal, tornando-se um estilo de vida complexo. Ainda assim, sua adoção enfrenta resistências relacionadas a fatores culturais e, principalmente, emocionais, como a memória afetiva ligada ao consumo de proteína animal. OBJETIVOS: O presente estudo teve como objetivo investigar a evolução do vegetarianismo e identificar os principais fatores que influenciam sua adoção e manutenção, destacando a importância da dimensão emocional na relação do ser humano com a alimentação e como a carne permanece associada a tradição, identidade e afeto, o que dificulta a mudança de hábitos alimentares MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica exploratória de abordagem qualitativa, baseada na análise de produções acadêmicas publicadas entre 1990 e 2026. Foram utilizadas bases científicas nacionais e internacionais para levantamento de artigos, livros e teses relacionados ao tema. Os critérios de inclusão envolveram estudos que abordassem alimentação, emoções, cultura e vegetarianismo, enquanto materiais sem embasamento científico ou fora do escopo foram excluídos. A análise dos dados foi realizada por meio de síntese temática, organizando os achados em eixos centrais. RESULTADOS: Os resultados indicaram que o vegetarianismo é um fenômeno multidimensional, envolvendo saúde, meio ambiente, ética animal e fatores emocionais. Observou-se que, embora existam benefícios amplamente reconhecidos à saúde e ao planeta, a memória afetiva exerce papel central na resistência à mudança alimentar. Também foram identificados conflitos psicológicos como dissonância cognitiva e o paradoxo da carne, além de influências sociais, culturais e econômicas que dificultam a transição para dietas baseadas em vegetais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o vegetarianismo não pode ser entendido apenas como uma escolha nutricional, mas como um fenômeno psicológico e sociocultural complexo. A decisão alimentar é fortemente influenciada por emoções, memórias e contextos sociais, sendo necessário considerar essas dimensões em estratégias de promoção de hábitos alimentares mais sustentáveis e conscientes.
PALAVRAS-CHAVE: Vegetarianismo; Comportamento alimentar; Memória afetiva; Emoções; Sustentabilidade.
Votação encerrada.