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AS DIFERENTES CONCEPÇÕES DE SUBJETIVAÇÃO DO HOMO OECONOMICUS ENTRE O LIBERALISMO CLÁSSICO E O NEOLIBERALISMO A PARTIR DA LEITURA DE MICHEL FOUCAULT

CABRAL, Arthur Salomão¹; CANDIOTTO, Cesar³
Curso do(a) Estudante: História – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Filosofia – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Este trabalho apresenta o relatório final da pesquisa de Iniciação Científica desenvolvida na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), cuja Introdução explicita a transformação da racionalidade liberal e neoliberal e suas formas de subjetivação a partir do pensamento de Michel Foucault. OBJETIVOS: O Objetivo geral consiste em: analisar a descontinuidade da constituição do sujeito, na passagem do liberalismo clássico para o neoliberalismo, trabalhando o conceito de homo oeconomicus empregada tanto no liberalismo quanto no neoliberalismo. Como objetivos específicos, temos: entender os conceitos de homo oeconomicus, liberalismo, neoliberalismo e capital humano; analisar o aspecto da subjetivação do homo oeconomicus no liberalismo clássico e no neoliberalismo; e interpretar as posições dos comentadores de Michel Foucault com relação ao tema. MATERIAIS E MÉTODO: Nos Materiais e Métodos, adotou-se a pesquisa bibliográfico-conceitual pautada nas obras de Foucault — destacadamente O Nascimento da Biopolítica —, articuladas às investigações contemporâneas de Pierre Dardot, Christian Laval e Wendy Brown. RESULTADOS: Nos Resultados, constatou-se que, no liberalismo clássico, o homo oeconomicus é compreendido como um sujeito abstrato de troca e de interesse no mercado de equivalências, que limita externamente a ação soberana do Estado. Por outro lado, no neoliberalismo (especialmente na Escola de Chicago), o indivíduo converte-se em capital humano e empresário de si mesmo, guiado pela lógica da competitividade, da maximização de desempenho e da gestão contínua da própria vida como ativo gerador de renda futura. Verifica-se como essa racionalidade neoliberal desmantela o Estado social, promove a privatização das responsabilidades (como educação e saúde), interioriza a vigilância e molda uma nova governamentalidade ambiental e comportamental, conforme analisam Dardot, Laval e Brown, embora comentadores como Geoffroy de Lagasnerie ofereçam leituras distintas sobre a postura foucaultiana. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nas Considerações Finais, conclui-se que o diagnóstico foucaultiano permanece altamente fecundo e atual para compreender a subjetivação contemporânea, demonstrando que o imperativo do indivíduo como empresário de si mesmo e a financeirização da existência redefinem a relação entre ética, política e economia no presente.

PALAVRAS-CHAVE: Foucault; Homo oeconomicus; Liberalismo; Neoliberalismo; Capital humano.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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