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IMPACTO DA PSORÍASE GENITAL NA QUALIDADE DE VIDA E SUA RELAÇÃO COM O PASI( PSORIASIS AREA AND SEVERITY ÍNDEX), DLQI (DERMATOLOGY
LIFE QUALITY INDEX) E DISFUNÇÃO SEXUAL

LEAL, Andressa¹; FARIA, Adriane Reichert³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A psoríase genital está associada a repercussões importantes sobre a qualidade de vida, autoestima, imagem corporal, intimidade e função sexual. Dor, prurido, ardor e desconforto durante as relações sexuais podem comprometer significativamente o bem-estar físico e emocional. Pacientes com acometimento genital apresentam pior qualidade de vida e maior comprometimento da saúde sexual quando comparados àqueles sem lesões nessa região, evidenciando que o impacto da doença vai além das manifestações cutâneas objetivamente observadas. OBJETIVOS: Avaliar o impacto da psoríase genital sobre as relações interpessoais, a qualidade de vida e a função sexual de pacientes acompanhados no Ambulatório de Psoríase e Imunobiológicos do Hospital Santa Casa de Curitiba, bem como sua relação com a gravidade da doença. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo observacional, transversal, analítico e de centro único, cujo objetivo é avaliar a relação entre o acometimento genital pela psoríase, a gravidade da doença, a qualidade de vida, a intimidade e a função sexual de pacientes adultos com psoríase. A amostra composta por 109 pacientes, que foram submetidos à questionarios validados: PASI e DLQI para avaliar gravidade da doença, Escala de Intimidade Dermatológica (DIS) e função sexual (SFQ). RESULTADOS: Foram incluídos 109 pacientes com diagnóstico de psoríase acompanhados no Ambulatório de Psoríase e Imunobiológicos da Santa Casa de Curitiba. A mediana de idade foi de 57,5 anos sendo 57 (52,3%) do sexo feminino e 52 (47,7%) do sexo masculino. A maioria dos participantes era da etnia branca (72,5%), casada (52,3%) e apresentava psoríase em placas (58,7%). Em relação ao acometimento genital, 65 pacientes (59,6%) nunca apresentaram lesões genitais, 34 (31,2%) relataram lesões anteriores e 9 (8,3%) apresentavam lesões ativas no momento da avaliação. Sessenta e oito participantes (62,4%) eram sexualmente ativos. A mediana da duração da doença foi de 20 anos, enquanto a mediana do PASI foi de 1,2.Entretanto, 41 pacientes (37,6%) apresentaram DLQI superior a 1. A mediana do SFQ foi de 11,5 (IIQ: 6,25–14,75), enquanto a mediana da Escala de Intimidade Dermatológica (DIS) foi de 4 (IIQ: 0–23). A distribuição das categorias do DLQI é apresentada na Figura 1.Observou-se correlação positiva moderada entre PASI e DLQI (r = 0,51; p < 0,001), indicando que maior gravidade clínica esteve associada a pior qualidade de vida. Também foi identificada correlação positiva moderada entre DLQI e DIS (r = 0,40; p < 0,001), sugerindo que maior impacto da psoríase sobre a qualidade de vida esteve relacionado a maior comprometimento da intimidade. Além disso, verificou-se correlação positiva entre PASI e DIS (r = 0,31; p = 0,006).Na comparação entre os sexos, apenas a função sexual apresentou diferença estatisticamente significativa, com maiores escores de SFQ entre os homens (14,0 versus 8,5; p < 0,001). Pacientes sexualmente ativos apresentaram maior escore de SFQ (12,0 versus 0,0; p < 0,001) e menor idade mediana (52,5 versus 67,0 anos; p < 0,001). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas para PASI, DLQI ou DIS entre os grupos avaliados. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Esses resultados reforçam a necessidade de uma abordagem clínica que ultrapasse a avaliação exclusiva da gravidade das lesões, incorporando a perspectiva do paciente e valorizando aspectos frequentemente negligenciados na prática dermatológica.

PALAVRAS-CHAVE: Psoríase; Psoríase Genital; Qualidade de vida; Disfunção sexual; Saúde sexual.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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