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GÊNERO NA REVISTA PSICOLOGIA E ARGUMENTO (1982-2004)

FERNANDES, Gabrielly Fortini¹; BORTOLOZZI, Remom Matheus³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A produção científica em Psicologia constitui um espaço de disputas epistemológicas que participa da construção e legitimação de saberes sobre gênero. Nesse contexto, investigar a história dos periódicos científicos, como a revista Psicologia Argumento, possibilita compreender as transformações nas concepções de gênero ao longo do tempo. OBJETIVOS: Analisar a categoria gênero no periódico científico Psicologia Argumento, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), nas edições publicadas entre 1982 e 2004, identificando as perspectivas epistemológicas que fundamentaram sua abordagem e contextualizando-as historicamente. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, documental, fundamentada no construcionismo social e nas teorias de gênero. Foram analisados os 328 artigos publicados no periódico entre 1982 e 2004, sendo selecionados 14 estudos que abordavam a categoria gênero. A análise dos dados foi realizada por meio da construção de mapas dialógicos, permitindo identificar as concepções de gênero presentes nos artigos e correlacioná-las às suas bases epistemológicas. RESULTADOS: Os resultados indicaram a baixa presença da categoria gênero na produção do periódico, bem como a coexistência de três perspectivas principais: essencialista, de socialização e construcionista social, com predomínio da abordagem essencialista, especialmente vinculada à Psicanálise. Os estudos concentraram-se em temas como feminilidade, maternidade, conjugalidade, masculinidade e relações familiares, enquanto discussões sobre dissidências de gênero e sexualidade foram pouco frequentes e, em alguns casos, apresentaram compreensões patologizantes. Também foi identificada uma incorporação gradual de perspectivas construcionistas, embora ainda coexistindo com concepções binárias e heteronormativas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a produção científica da Psicologia Argumento acompanhou as transformações epistemológicas da Psicologia brasileira, revelando disputas em torno da categoria gênero e sinalizando que os periódicos científicos atuam como espaços de legitimação e circulação de diferentes concepções sobre gênero e sexualidade.

PALAVRAS-CHAVE: Gênero; Psicologia; Psicologia Argumento; Construcionismo Social; Produção científica.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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