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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, ANATOMOPATOLÓGICO E A QUANTIDADE DE LINFÓCITOS INTRATUMORAIS NO CÂNCER DE MAMA E A INFLUÊNCIA DA PANDEMIA POR COVID-19

WU, Jane¹; IOSHII, Sergio Ossamu³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A pandemia de Covid-19 causou a diminuição do acesso aos serviços de saúde mundialmente. Nesse sentido, a interrupção temporária do rastreamento do câncer de mama, o mais prevalente entre mulheres brasileiras, afetou a realização de mamografias e o diagnóstico precoce, com alteração da jornada da paciente oncológica. OBJETIVOS: Comparar o impacto da pandemia COVID-19 no perfil epidemiológico e características anatomopatológicas do câncer de mama entre os períodos pré-pandêmicos e pandêmicos, em pacientes com carcinomas mamários atendidas em uma unidade hospitalar no Sul do Brasil, em especial avaliando-se quantitativamente a presença de linfócitos intratumorais MATERIAIS E MÉTODO: : Foi realizado estudo retrospectivo, descritivo e observacional, a partir de base de dados secundária do Hospital Erasto Gaerner, com comparação de variáveis histopatológicas e do perfil clínico das pacientes nos estádios patológicos pT1 e pT2, por meio de dois recortes temporais, definidos como “pré-pandêmico” e “pandêmico”. Para o BT foram analisadas por meio de microscopia optica lâminas coradas em hematoxilina e eosina na magnificação 40X, classificando a presença de linfócitos intratumorais (LITs) em graus baixo, intermediário e alto. Os dados coletados foram organizados em planilha Excel e analisados estatisticamente. RESULTADOS: Foram selecionados 216 casos do período pré-pandêmico (PPA) e 57 casos do período pandêmico (PA), sendo a grande maioria carcinomas do tipo ductal (85,5% no PPA e 83,5% no PA). Alterações de tamanho do tumor não encontraram relevância estatística, com p > 0,05, sendo a média de 20,8 mm no PPA e 21,3 mm no PA, ocorrendo um leve predomínio dos casos de pacientes no estadio pT2 no período pandêmico com 75% (43 de 57 casos) em relação a 64,3% (139 de 216 casos) no estadio pT1. Também não houve variação significativa nos dois períodos referente aos subtipos moleculares. Em relação aos LITs, nos períodos PPA e PA não se observou diferenças significativas independente do tipo molecular ou do grau histológico. LITs em alto grau foram identificados em 42% no PPA e 43,5% no período PA. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Pode-se inferir que houve um discreto aumento percentual de mulheres com estadiamento pT2 e subtipo molecular B. Nos demais paramêtros avaliados, incluindo a quantidade de linfócitos intratumorais as diferenças não foram significativas. Para as etapas futuras, sugere-se ampliar o tempo de observação para se avaliar o impacto na sobrevida a longo prazo da pandemia COVID-19 nas pacientes portadoras de câncer de mama.

PALAVRAS-CHAVE: Câncer de mama; Estadiamento clínico; Perfil epidemiológico; Linfócitos intratumorais; Covid-19.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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