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OS IMPACTOS DA MIGRAÇÃO FORÇADA PARA CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA E SENTIMENTO DE PERTENCIMENTO EM FAMÍLIAS DE VENEZUELANOS

SILVA, Beatriz Lago de Zorzi¹; MOTTA, Carolina Caires³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Câmpus Londrina
Curso do(a) Orientador(a): Psicologia – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: A migração forçada configura-se como um fenômeno psicossocial que ocorre de forma abrupta e, por vezes, traumática, ocasionando rupturas identitárias, culturais e perda de referências que impactam nas dinâmicas familiares. Inserido nesse panorama, o Brasil e, em âmbito regional, um município de um estado do sul do país, tornaram-se importantes polos de acolhimento para fluxos migratórios forçados, com destaque para a recente crise humanitária venezuelana. Sob a ótica da Psicanálise Vincular e da clínica intercultural, compreende-se que as vivências de luto migratório tensionam os vínculos e reverberam na transmissão psíquica entre as gerações. OBJETIVOS: Sendo assim, tivemos por objetivo investigar como a migração forçada impacta os processos de construção identitária e o sentimento de pertencimento de famílias de venezuelanos. Especificamente, buscamos analisar os fatores que influenciam o pertencimento no novo contexto, compreender as estratégias de preservação ou integração cultural e verificar como as rupturas simbólicas afetam a continuidade familiar entre as gerações. MATERIAIS E MÉTODO: Para tanto, a pesquisa de caráter qualitativo, pautou-se na entrevista semiestruturada de famílias venezuelanas, com filhos e residentes no Brasil, há pelo menos um ano. As entrevistas ocorreram nas residências dos participantes, com uso de gravador de áudio. A análise dos dados foi fundamentada nos pressupostos da Psicanálise Vincular e estruturou-se em dois eixos temáticos norteadores, os quais emergiram dos dados coletados: 1-) O projeto migratório familiar e 2-) A constituição identitária e subjetiva familiar. RESULTADOS: Os resultados revelaram que a precariedade socioeconômica e a insegurança alimentar motivaram a partida de ambas as famílias. A partir do material obtido concluímos que a migração forçada excede a capacidade de simbolização individual, tornando o núcleo familiar o principal continente psíquico contra o sentimento de desamparo. Para além disso, os recursos socioeconômicos e o acolhimento institucional diferenciam os níveis de vulnerabilidade das famílias entrevistadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Por fim, a preservação da língua e dos costumes atuam como suporte identitário, evidenciando que o pertencimento e o desejo inconsciente de retorno coexistem de forma complexa e ambivalente nas narrativas e na transmissão geracional.

PALAVRAS-CHAVE: Migração forçada; Vínculo familiar; Psicanálise Vincular; Identidade; Sentimento de pertencimento.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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