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USO DO LASER EM CÃES COM RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL

OLLHOFF, Isabelle Rumika¹; VILLANOVA JUNIOR, Jose Ademar³
Curso do(a) Estudante: Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A doença do ligamento cruzado cranial (DLCCr) é uma das principais causas de claudicação em cães, sendo a ruptura do ligamento cruzado cranial (RLCCr) sua manifestação mais comum, decorrente de processos traumáticos ou degenerativos que comprometem a estabilidade da articulação femorotibiopatelar. O tratamento cirúrgico é o mais indicado para restaurar a função articular, e entre as técnicas empregadas está a reparação extra-articular com náilon monofilamento. A reabilitação pós-cirúrgica é fortemente recomendada para reduzir dor, edema e hipotrofia muscular. A laserterapia de baixa intensidade (LBTI), ou fotobiomodulação, destaca-se como recurso não invasivo e não térmico com potencial analgésico e anti-inflamatório. OBJETIVOS: Diante disso, este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da reabilitação pós-operatória por meio da laserterapia em cães submetidos à correção cirúrgica da RLCCr, comparando os escores de claudicação e de dor, a amplitude goniométrica e a circunferência muscular da coxa (CMC). MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo prospectivo, aprovado pelo CEUA/PUCPR, conduzido na Clínica Veterinária Escola entre julho de 2025 e junho de 2026. Os cães submetidos à cirurgia foram divididos em grupo controle (GC), sem reabilitação, e grupo laser (GL), submetido a seis sessões de LBTI (6 J/cm², 808 nm) ao longo de duas semanas. RESULTADOS: Foram incluídos 17 cães (n=9 no GC e n=8 no GL). O GL apresentou redução de 25% a 66,7% no escore de claudicação e de 100% no escore de dor. Estatisticamente, o GL demonstrou um ganho na variação angular de extensão significativamente maior em comparação ao GC (p = 0,014). A avaliação pelo Canine Brief Pain Inventory (CBPI) mostrou maior proporção de sucesso terapêutico no GL (100%) em relação ao GC (67%). Não foram observadas variações estatísticas na variação de flexão e na CMC em nenhum dos grupos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a laserterapia promoveu melhora significativa na amplitude de extensão articular e uma tendência positiva de benefício sobre a dor e claudicação, embora o tamanho amostral exija investigações futuras mais robustas para conclusões clínicas definitivas.

PALAVRAS-CHAVE: ligamento cruzado cranial; laserterapia; fotobiomodulação; reabilitação veterinária.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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