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REVISÃO DA LITERATURA SOBRE INVESTIGAÇÃO MUSCULAR ATRAVÉS DA ULTRASSONOGRAFIA EM CRIANÇAS QUE ANDAM NA PONTA DOS PÉS

FREITAS, Amanda Demellas de¹; MASSENZ, Katia Janine Veiga²; MANFFRA, Elisangela Ferretti³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Engenharia Biomédica – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A marcha na ponta dos pés caracteriza-se pela ausência do contato inicial do calcanhar com o solo e pode estar associada a condições neurológicas, como a paralisia cerebral, ou apresentar origem idiopática. Quando persistente, esse padrão pode provocar alterações funcionais e estruturais no tríceps sural, além de encurtamentos musculares e dor. Nesse contexto, a ultrassonografia destaca-se como uma ferramenta não invasiva, acessível e aplicável à população pediátrica, possibilitando a investigação da arquitetura muscular e tendínea. OBJETIVOS: Realizar uma revisão da literatura sobre a avaliação muscular por ultrassonografia em crianças que caminham na ponta dos pés, identificando os principais parâmetros analisados, comparando os protocolos empregados e verificando as vantagens e limitações desse método. MATERIAIS E MÉTODO: Foi conduzida uma revisão de escopo, conforme framework PRISMA com descritores com base no DECS e Mesh Terms. Os descritores foram organizados com as combinações de boleanos OR e AND. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/Medline, Embase, Web of Science, Scopus, CINAHL e BVS, filtradas considerando artigos publicados entre janeiro de 2000 e novembro de 2025. Foram incluídos estudos primários publicados em português, inglês ou espanhol, com participantes entre 18 meses e 12 anos, que tivessem avaliado pelo menos um músculo do complexo tríceps sural por ultrassonografia. A seleção dos estudos foi realizada por dois revisores independentes e quando necessária a resolução de divergências um terceiro revisor foi acionado. Para garantir que o julgamento de ambos os revisores apresentava concordância, foi realizado o teste piloto conforme as diretrizes do JBI, demonstrando concordância de 92%. Os dados foram incluídos no software Catchii e tabulados em Excel. RESULTADOS: A busca identificou 536 artigos. Após a exclusão de duplicatas passaram para etapa de leitura de títulos 220 artigos, em seguida 158 artigos para leitura do resumo e por último 38 artigos foram destinados a leitura integral do texto. Após a exclusão da última fase ficaram para análise 7 artigos. Os estudos considerados para a revisão final, incluíram crianças com paralisia cerebral espástica (PC), marcha idiopática na ponta dos pés (MPPI) e desenvolvimento típico (DT). Os achados demonstraram diferenças na morfologia muscular e tendínea, como menor volume e comprimento do gastrocnêmio medial em crianças com paralisia cerebral, maior comprimento do tendão de Aquiles em alguns grupos e maiores comprimentos musculares e dos fascículos em crianças com marcha idiopática. Os protocolos apresentaram ampla variação quanto aos equipamentos, posicionamento dos participantes, frequência dos transdutores e condições de avaliação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O principal achado da revisão demonstra que crianças que andam na ponta dos pés por causa idiopática apresentam uma estrutura muscular diferente que crianças com paralisia cerebral. Além disso, a ultrassonografia mostrou-se um método promissor e de custo-benefício acessível na identificação de alterações estruturais do tríceps sural em crianças que andam na ponta dos pés. Entretanto, ainda existem poucas evidências e ausência de comparações diretas entre crianças com paralisia cerebral e marcha idiopática, seria interessante que estudos futuros aprofundassem a comparação entre esses dois grupos, considerando que o risco de encurtamento muscular nessas crianças é maior do que nas crianças saudáveis.

PALAVRAS-CHAVE: Marcha na ponta dos pés; Ultrassonografia; Tríceps sural; Paralisia cerebral; Arquitetura muscular.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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