ANÁLISE MORFOMÉTRICA E MORFOLÓGICA DO SEIO FRONTAL EM IMAGENS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE FEIXE CÔNICO PARA
ESTIMATIVA DO SEXO
INTRODUÇÃO: A identificação humana é de grande importância nas áreas forense e odontológica, especialmente em situações em que métodos convencionais de identificação não podem ser empregados. Nesse contexto, as características anatômicas dos seios paranasais, em especial do seio frontal, apresentam potencial como parâmetros auxiliares na identificação individual devido à sua variabilidade morfológica. Entre essas características, os septos intrasinusais têm despertado interesse por sua possível associação com o sexo. OBJETIVOS: Assim, este estudo teve como objetivo analisar a presença ou ausência de septos do seio frontal em imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) e verificar sua associação com o sexo. MATERIAIS E MÉTODO: Foram analisadas 140 imagens de TCFC pertencentes ao banco de dados da Clínica de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e de uma clínica particular de Curitiba, sendo 70 indivíduos do sexo masculino (idade média: 37,06 ± 11,35) e 70 do sexo feminino (idade média: 37,86 ± 12,78), pareados por idade. As imagens foram avaliadas quanto à presença ou ausência de pelo menos um septo do seio frontal nos cortes axial, coronal e sagital. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva e ao teste exato de Fisher, adotando-se nível de significância de 5%. RESULTADOS: : Observou-se que 57 (81,4%) indivíduos de cada grupo não apresentavam septos, enquanto 13 (18,6%) indivíduos de cada grupo apresentavam pelo menos um septo. Desta forma, não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre a presença de septos do seio frontal e o sexo (p = 1,000). Os resultados indicam que, na amostra estudada, a presença de septos do seio frontal ocorreu com a mesma frequência em indivíduos do sexo masculino e feminino, não sendo um parâmetro para diferenciação sexual de forma isolada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a presença ou ausência de septos do seio frontal não apresentou associação com o sexo, reforçando a necessidade de utilização de múltiplos parâmetros anatômicos em estudos voltados à identificação humana e incentivando a realização de pesquisas com amostras maiores e populações distintas.
PALAVRAS-CHAVE: Seio frontal; Septos intrasinusais; Tomografia computadorizada de feixe cônico; Odontologia Legal; Identificação humana.
Votação encerrada.