A FORMAÇÃO DIPLOMÁTICA E SEUS EFEITOS NA MEDIAÇÃO E NEGOCIAÇÃO INTERNCIONAL: UMA ANÁLISE DE PRÁTICAS E ABORDAGENS
INTRODUÇÃO: A negociação é prática humana voltada a resolver divergências sem recorrer à força, institucionalizando-se no plano internacional como diplomacia “a gestão das relações internacionais por meio da negociação” (Nicolson,1939). Kissinger (2012) mostra que, desde o sistema westfaliano (1648), a diplomacia oscila entre Realpolitik (interesses) e idealismo (princípios morais universais), tensão que atravessa as cinco tradições estudadas. O Manual de Harvard (AGU, 2017) sugere a negociação baseada em interesses por serem mais duradouras. A UNCTAD (2022) reforça que negociações comerciais são processos contínuos, sujeitos a falhas. O trabalho estrutura-se em quatro partes: histórico diplomático de China, EUA, Rússia, Europa e Brasil; marco comparativo por cinco critérios; análise de casos recentes; e proposta de modelo integrativo. OBJETIVOS: GERAL E ESPECÍFICOS Analisar como as diferentes abordagens diplomáticas influenciam as práticas de mediação e negociação no cenário global, dando destaque as vertentes europeias, estadunidenses, russas, chinesas e brasileiras. 1 Investigar as metodologias históricas e contemporâneas de formação diplomática dos atores escolhidos.2 Analisar como as abordagens afetam as negociações e mediações internacionais3 Comparar os resultados das diferentes práticas MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa faz o levantamento de cinco regimes diplomáticos para identificar técnicas negociais. A União Europeia foi incluída por equivalência funcional (Sartori, 1970), e do Tratado de Lisboa (2009). o Usou-se o método comparativo a partir dos critérios: foco, objetivo, relacionamento, critérios de decisão e comunicação. Os materiais são veículos jornalísticos e obras sobre diplomacia e cases de negociação, para confirmar padrões. Com base no método Harvard, analisou-se cada estilo, resultando na proposta de um novo modelo de negociação diplomática: a Diplomacia Integrativa de Alta Complexidade, estruturada em três etapas, visando apoiar um diálogo mais eficiente os players, com foco em interesses comuns. RESULTADOS: O estudo buscou examinar as correntes diplomáticas de cinco atores de relevância global: China, Estados Unidos da América, Rússia, União Europeia e Brasil, a fim de criar um marco comparativo entre as técnicas empregadas. Foram instituídos cinco critérios objetivos de comparação (foco, objetivo, relacionamento, critérios de decisão e comunicação). Ao final, o estudo propôs uma nova abordagem para a mediação e negociação internacional. A Diplomacia Internacional de Alta Complexidade ou DIAC, incorpora princípios de todas as vertentes e instrui um passo a passo para atingir uma negociação com potencial de êxito para ambas as partes. O trabalho traz à reflexão os limites da teoria diante do cogito humano imprevisível e propõe aos futuros interessados caminhos da temática. Destacou-se a importância da diplomacia, seja por mediação ou negociação na garantia da paz e do bem-estar dos povos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O projeto atingiu seus objetivos ao analisar práticas negociais de atores geopoliticamente relevantes. A comparação revelou que cada tradição diplomática possui virtudes próprias e limitações técnicas, o que permitiu idealizar a DIAC, modelo imperfeito, mas capaz de aproximar as diferentes doutrinas em torno de uma linguagem diplomática comum voltada à paz. O estudo enfrentou dificuldades com fontes estrangeiras e a escassez de traduções oficiais, o que evidencia a excessiva ocidentalização da literatura de Relações Internacionais.
PALAVRAS-CHAVE: Diplomacia comparada; Negociação internacional; Resolução de conflitos.
Votação encerrada.