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PROTAGONISMO INVISIBILIZADO: MULHERES NEGRAS NO COMANDO DA FAMÍLIA E O ACESSO A DIREITOS

GOMES, Natasha de Miranda¹; DIAZ, Sandra Maria Mattar³
Curso do(a) Estudante: Licenciatura em Ciências Sociais – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Sociais – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A presente pesquisa busca compreender as trajetórias e experiências de mulheres chefes de família, considerando as desigualdades de gênero, raça e classe presentes em suas condições de vida e trabalho. A pesquisa bibliográfica aborda a produção acadêmica sobre mulheres chefes de família, suas vulnerabilidades e estratégias de autonomia e enfrentamento. Como complemento, realiza-se pesquisa de campo com entrevistas com mulheres que trabalham em feiras de produtos sustentáveis, realizadas em escolas e universidades, buscando compreender suas experiências profissionais, familiares e sociais. O estudo procura, assim, superar uma perspectiva centrada apenas na vulnerabilidade, valorizando suas histórias, estratégias de resistência, autonomia e capacidade de transformação de suas próprias realidades. OBJETIVOS: O objetivo principal é compreender como as mulheres chefes de família vivenciam suas responsabilidades familiares e profissionais e enfrentam as desigualdades presentes em suas trajetórias. Com os objetivos específicos, busca-se conhecer suas histórias de vida, experiências de trabalho e relações familiares, com ênfase nas estratégias desenvolvidas para garantir o sustento, construir autonomia e ocupar diferentes espaços sociais. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa possui abordagem qualitativa, com entrevistas estruturadas e método de história oral, realizadas com mulheres chefes de família que trabalham em feiras de produtos sustentáveis em escolas e universidades. Foram observados os procedimentos previstos no protocolo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, garantindo participação voluntária, sigilo e preservação da identidade das participantes. Também foram utilizados levantamento bibliográfico e dados secundários sobre gênero, raça, classe e mulheres chefes de família, articulados aos relatos para compreender suas trajetórias, desigualdades e estratégias de autonomia. RESULTADOS: Os resultados evidenciam que as trajetórias das mulheres chefes de família são atravessadas por desigualdades de gênero, raça e classe, que se manifestam nas responsabilidades familiares e profissionais. Os relatos também revelam estratégias de enfrentamento, autonomia e resistência construídas no cotidiano para garantir o sustento e a organização familiar. A articulação entre as entrevistas, a literatura e os dados secundários permitiu compreender essas experiências para além das vulnerabilidades, destacando as mulheres como sujeitos de suas próprias trajetórias e agentes na transformação de suas realidades. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pesquisa evidencia que as trajetórias das mulheres chefes de família são marcadas por desafios relacionados às responsabilidades familiares, profissionais e às desigualdades de gênero, raça e classe. Ao mesmo tempo, os relatos demonstram a capacidade de construir estratégias de autonomia, resistência e enfrentamento diante das dificuldades cotidianas. Assim, compreender suas experiências a partir de suas próprias narrativas contribui para superar uma perspectiva centrada apenas na vulnerabilidade, reconhecendo essas mulheres como sujeitos de direitos e protagonistas de suas trajetórias.

PALAVRAS-CHAVE: Mulheres chefes de família. Gênero. Raça. Desigualdade social. Autonomia.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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