SYLVIA PLATH E A MULHER PÓS-GUERRA: A DESCONSTRUÇÃO DO IDEAL FEMININO
INTRODUÇÃO: Esta pesquisa investiga a desigualdade de gênero como uma construção do processo de socialização, analisando as relações de poder em seus contextos históricos e culturais. A partir da trajetória e da produção literária de Sylvia Plath, compreende sua escrita como expressão das tensões entre a experiência feminina e as expectativas sociais no pós-Segunda Guerra Mundial. A pesquisa valoriza as narrativas de si como formas de memória e testemunho, evidenciando conflitos, desigualdades e processos de subjetivação das mulheres. OBJETIVOS: O objetivo geral é analisar a desigualdade de gênero como produto do processo de socialização, a partir da trajetória e da produção literária de Sylvia Plath, compreendendo como sua escrita revela relações de poder, processos de subjetivação e expectativas sociais impostas às mulheres no pós-Segunda Guerra Mundial.Objetivos específicos:Compreender a desigualdade de gênero como construção social e histórica, produzida pelos processos de socialização.Investigar as relações de poder e as expectativas sociais dirigidas às mulheres no contexto do pós-guerra.Analisar como a obra de Sylvia Plath expressa os conflitos entre a experiência feminina e as normas de gênero.Examinar as narrativas de si como formas de memória e resistência ao silenciamento das mulheres.Refletir sobre a contribuição da produção literária de Plath para a compreensão das desigualdades de gênero e das subjetividades femininas. MATERIAIS E MÉTODO: Esta pesquisa é de abordagem qualitativa, de natureza exploratória e interpretativa, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental. Fundamenta-se em referenciais da Sociologia, História, Filosofia e Estudos de Gênero para compreender a desigualdade de gênero como uma construção histórica, social e cultural e analisar as relações de poder e os processos de subjetivação feminina.A pesquisa documental centra-se na produção literária e nas narrativas de si de Sylvia Plath, entendidas como documentos históricos e culturais que revelam as tensões entre a experiência feminina e as expectativas sociais no pós-Segunda Guerra Mundial. Essa metodologia permite interpretar sua escrita como um espaço de elaboração da experiência feminina e de problematização das normas de gênero em seu contexto histórico. RESULTADOS: Os resultados indicam que o modelo normativo do pós-Segunda Guerra Mundial confinava as mulheres ao espaço doméstico, atribuindo-lhes a responsabilidade pela família nuclear. A obra de Sylvia Plath revela as tensões entre essas expectativas sociais e a busca por autonomia intelectual e existencial.A análise evidencia que sua escrita funciona como espaço de crítica e resistência às normas patriarcais, denunciando desigualdades de gênero e mecanismos de controle sobre as subjetividades femininas. Também demonstra que mulheres que rompiam com os padrões sociais eram frequentemente classificadas como anormais ou patológicas, evidenciando os limites históricos impostos à autonomia e à voz feminina. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pesquisa conclui que Sylvia Plath se constitui como um sujeito divergente, cuja escrita revela os limites impostos às mulheres no século XX. O estudo reafirma a literatura e as narrativas de vida como fontes legítimas para as Ciências Humanas, contribuindo para romper o silenciamento histórico da memória feminina e valorizar a produção intelectual das mulheres como forma de resistência e afirmação de suas experiências.
PALAVRAS-CHAVE: Desigualdade de gênero. Sylvia Plath. Socialização de gênero. Silenciamento das mulheres. Subjetividade feminina.
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