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FORÇA MUSCULAR DE ADOLESCENTES OBESOS

BISSOLOTTI, Leonardo Primo¹; MELLO, Julio Bruganara²; ROCHA, Emmanuel Souza da³
Curso do(a) Estudante: Fisioterapia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Fisioterapia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A obesidade na adolescência constitui um importante problema de saúde pública, caracterizada por uma condição crônica multifatorial influenciada por fatores genéticos, ambientais e sociais. Embora adolescentes obesos apresentem maior densidade mineral óssea devido à sobrecarga mecânica, essa população apresenta maior incidência de fraturas, possivelmente relacionada à inflamação crônica de baixo grau e às alterações na diferenciação celular. No tecido muscular, o excesso de gordura pode reduzir a qualidade muscular. Alterações na composição corporal e no padrão de crescimento podem influenciar a capacidade de produção de força, tornando sua avaliação importante para compreender o desenvolvimento musculoesquelético nessa população. OBJETIVOS: Avaliar a força muscular de adolescentes com obesidade por meio da força de preensão manual. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional, transversal e de abordagem quantitativa. Em virtude do cronograma de aquisição dos equipamentos destinados à coleta da amostra brasileira, este relatório apresenta resultados preliminares provenientes da parceria internacional entre a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e a Pontificia Universidad Católica de Valparaíso (PUCV), Chile. Foram analisados dados de 34 adolescentes com idade média de 11,8 ± 1,38 anos, massa corporal de 50,0 ± 12,6 kg e índice de massa corporal de 21,0 ± 4,2 kg/m². A força muscular foi avaliada por meio da força de preensão manual, utilizando dinamômetro hidráulico, conforme protocolo padronizado do estudo. Foram considerados os maiores valores obtidos para os membros superior direito e esquerdo. RESULTADOS: A força de preensão manual da mão direita apresentou média de 22,5 ± 6,15 kgf, enquanto a mão esquerda apresentou média de 21,8 ± 5,5 kgf. Os resultados demonstraram valores semelhantes entre os membros superiores, indicando distribuição homogênea da força de preensão manual na amostra avaliada. Esses dados representam a caracterização inicial da força muscular dos participantes e servirão como referência para as próximas etapas do projeto. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados preliminares permitiram caracterizar a força de preensão manual de adolescentes com obesidade, fornecendo informações iniciais sobre a força muscular da amostra estudada. A continuidade do projeto permitirá incorporar avaliações específicas da força muscular dos membros inferiores e investigar sua relação com a composição corporal e o desenvolvimento musculoesquelético, ampliando a compreensão dos efeitos da obesidade durante a adolescência.

PALAVRAS-CHAVE: Obesidade; Adolescência; Força Muscular; Saúde.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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