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AVALIAÇÃO DA PRECISÃO DIAGNÓSTICA DO TESTE ERGOMÉTRICO NA IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA EM PACIENTES DE UMA CLÍNICA PARTICULAR DE CURITIBA-PR

CAMILO, Lívia Pietsch¹; YARED, Guilherme Silva²; YARED, Felipe Silva²; BELTRAO, Claudio Jose³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, e a Doença Arterial Coronariana (DAC) ocupa papel central nesse cenário por sua evolução frequentemente silenciosa, com grande parte dos pacientes permanecendo assintomáticos até estágios avançados, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de eventos cardiovasculares graves. O teste ergométrico (TE) é historicamente utilizado na avaliação diagnóstica da DAC, por sua ampla disponibilidade e baixo custo. Contudo, a atualização da Diretriz Brasileira de Síndrome Coronariana Crônica de 2025 rebaixou sua indicação para identificação da doença (grau de recomendação IIb, nível de evidência B), reservando-o a cenários em que métodos de imagem não estejam disponíveis. Essa mudança reforça a necessidade de reavaliar seu desempenho frente a métodos de imagem mais precisos, como a angiotomografia computadorizada de coronárias (AngioTC), capaz de visualizar diretamente as artérias coronárias. OBJETIVOS: Determinar a sensibilidade, especificidade e valores preditivos do TE na detecção de DAC, utilizando a AngioTC como método de comparação; avaliar sua capacidade discriminativa por meio da curva ROC (AUC) e das razões de verossimilhança; e comparar os achados com revisões sistemáticas e metanálises recentes sobre o tema. MATERIAIS E MÉTODO: estudo observacional, transversal, retrospectivo, com dados secundários de prontuários de uma clínica de cardiologia de Curitiba-PR, aprovado pelo CEP-PUCPR (CAAE 78927424.9.0000.0020). A AngioTC foi utilizada como método comparativo (estenose ≥ 50% definindo doença); o TE foi classificado como positivo ou negativo para isquemia. As análises, incluindo matriz de confusão, curva ROC e razões de verossimilhança (LR+ e LR–), foram realizadas em Python 3 (Google Colab), com as bibliotecas Pandas, NumPy, Scikit-learn e Matplotlib; não foram realizados testes de normalidade ou de hipótese, por se tratar de estudo de acurácia diagnóstica RESULTADOS: do total de registros com AngioTC conclusiva, 764 pacientes (49,3%) apresentaram DAC e 786 (50,7%) não apresentaram a doença, com 347 exames excluídos por inconclusividade. O TE (n = 204) apresentou sensibilidade de 7,3%, especificidade de 94,7%, VPP de 61,5%, VPN de 47,1%, AUC de 0,51, LR+ de 1,38 e LR– de 0,98, evidenciando capacidade discriminativa muito próxima ao acaso. Sua sensibilidade inclusive foi inferior ao intervalo relatado pela metanálise mais recente sobre o tema (66%; IC95% 59–72%). CONSIDERAÇÕES FINAIS: o teste ergométrico apresentou, nesta amostra, elevada especificidade, porém sensibilidade insuficiente para uso isolado como método de rastreamento da DAC, corroborando o posicionamento mais cauteloso das diretrizes brasileiras de 2025 e da literatura internacional. Os achados reforçam que o TE e a AngioTC possuem finalidades distintas (funcional e anatômica, respectivamente), devendo ser interpretados de forma complementar na investigação diagnóstica da DAC.

PALAVRAS-CHAVE: Doença arterial coronariana; Teste ergométrico; Angiotomografia computadorizada; Precisão diagnóstica; Sensibilidade e especificidade.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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