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RACISMO ESTRUTURAL E RELAÇÕES DE PODER: LUTAS ANTIRRACISTAS INTERLIGADAS AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE SAÚDE E SEGURANÇA

CUNHA, Monika Fatima Rodrigues da¹; LEAL, Halina Macedo³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Filosofia – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O presente estudo investiga as relações entre racismo estrutural e relações de poder nas instituições públicas de saúde e segurança, tomando como referência contribuições dos estudos críticos sobre raça e das perspectivas antirracistas. Parte-se da compreensão de que o racismo constitui um fenômeno estrutural que produz desigualdades no acesso a direitos e serviços públicos, impactando especialmente a população negra. Nesse contexto, a pesquisa busca compreender como as práticas institucionais reproduzem mecanismos de exclusão e como as lutas antirracistas podem contribuir para a construção de políticas públicas mais equitativas. OBJETIVOS: Analisar as relações entre racismo estrutural e relações de poder nas instituições públicas de saúde e segurança, identificando seus impactos sobre a população negra e discutindo as contribuições das lutas antirracistas para a promoção da equidade, da justiça social e do fortalecimento de políticas públicas comprometidas com os direitos humanos. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica e documental. Foram analisadas obras de referência sobre racismo estrutural, relações de poder, políticas públicas, saúde da população negra e segurança pública, além de documentos legais e normativos relacionados à promoção da igualdade racial. A análise fundamentou-se em abordagem crítica e interdisciplinar, articulando os referenciais teóricos com o contexto das instituições públicas. RESULTADOS: Os resultados evidenciam que o racismo estrutural atravessa as instituições de saúde e segurança, produzindo desigualdades no acesso, atendimento e garantia de direitos. A análise demonstra que as relações de poder contribuem para a manutenção dessas desigualdades, enquanto as lutas antirracistas se apresentam como estratégias fundamentais para a transformação institucional, o fortalecimento de políticas públicas inclusivas e a promoção da equidade racial. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o enfrentamento do racismo estrutural exige mudanças institucionais, políticas e educativas que reconheçam as desigualdades raciais como problemas estruturais. A pesquisa reforça a importância das lutas antirracistas para a construção de instituições públicas mais democráticas, inclusivas e comprometidas com a justiça social, contribuindo para o fortalecimento de políticas voltadas à garantia dos direitos da população negra.

PALAVRAS-CHAVE: Racismo estrutural; Relações de poder; Saúde pública; Segurança pública; Antirracismo.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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