INTERVENÇÕES LOCAIS COM DINÂMICAS METROPOLITANAS: DIRETRIZES PROPOSITIVAS DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO URBANO INTEGRADO FACE A MOBILIDADE RELACIONADA A SISTEMAS ESTRUTURANTES, CURITIBA/PR
INTRODUÇÃO: A mobilidade da Região Metropolitana de Curitiba é marcada pela concentração de deslocamentos em direção ao município-polo, pela dependência de corredores rodoviários e pela sobreposição entre viagens urbanas, metropolitanas e nacionais, de passageiros e de cargas. Nesse contexto, a Linha Verde, localizada integralmente em Curitiba, apresenta relevância para além da escala municipal, por integrar fluxos e estruturas vinculados ao planejamento metropolitano. Este contexto ensejou à formulação do projeto de pesquisa do professor, base para o desenvolvimento desta investigação em nível de Iniciação Científica, que é complementada por outra sob o mesmo projeto original, mas direcionada para casos similares nacionais. OBJETIVOS: O trabalho tem como objetivo geral avaliar as relações entre as diretrizes do novo Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Curitiba no que se refere à mobilidade urbana e regional, quanto a estruturas viárias estruturantes que tenham relação próxima aos aspectos locais (municipais). MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa adotou abordagem exploratória, analítica e qualitativa, fundamentada em levantamento bibliográfico, documental e jurídico. Foram analisados documentos técnicos e institucionais pertinentes ao PDUI-RMC, concluído ao longo deste primeiro semestre de 2026, materiais relacionados à Linha Verde e os principais marcos legais do planejamento urbano e metropolitano brasileiro. A análise concentrou-se na organização da rede de mobilidade, na estrutura dos corredores, na integração territorial, nas conexões transversais e na coordenação entre o planejamento e a gestão em escalas municipal e metropolitana. RESULTADOS: Os resultados demonstraram que a rede metropolitana permanece predominantemente radial, com forte dependência de Curitiba e poucas conexões diretas entre municípios periféricos. Verificou-se que a Linha Verde pode ser caracterizada como uma intervenção local com função metropolitana, pois sua infraestrutura permite articular os corredores provenientes de Colombo, ao norte, e de Fazenda Rio Grande, ao sul. Sua principal contribuição está na possibilidade de distribuir fluxos no sentido norte–sul e oferecer alternativa ao eixo estrutural tradicional e à passagem pela região central. Entretanto, a Linha Verde não elimina isoladamente a estrutura radial nem supre a necessidade de ligações transversais, sendo complementada por propostas de incrementos viários como a Via Metropolitana, a PR-415, BR-277 e BR-376. Também se constatou que a efetivação das diretrizes depende de integração operacional, tarifária e institucional, além da definição mais clara de responsabilidades entre os entes federativos, como o Estado, a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), município de Curitiba, outros municípios metropolitanos e demais órgãos envolvidos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o PDUI-RMC reconhece e amplia a função metropolitana da Linha Verde, mas sua consolidação como corredor integrado exige mais do que continuidade física. A efetividade das propostas depende de governança interfederativa, compatibilização dos instrumentos de planejamento, coordenação administrativa e acompanhamento permanente da implantação de proposições concebidas de forma integrada.
PALAVRAS-CHAVE: Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado; Linha Verde; Mobilidade metropolitana; Planejamento urbano integrado; Governança interfederativa.
Votação encerrada.