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MÁQUINAS QUE GOVERNAM: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, VIGILÂNCIA E A RECONFIGURAÇÃO DO PODER

STONOGA, Juliana¹; CANDIOTTO, Kleber Bez Birolo³
Curso do(a) Estudante: Engenharia de Software – Escola Politécnica – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Filosofia – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Esta pesquisa buscou investigar a Inteligência Artificial (IA) como tecnologia material e como instrumento de poder e vigilância na sociedade contemporânea, partindo da constatação de que a narrativa dominante apresenta essa tecnologia como uma inovação neutra e imaterial, o que oculta suas bases materiais, políticas e econômicas. OBJETIVOS: O objetivo geral buscou analisar o papel da IA como tecnologia e instrumento de poder, entendendo seus vínculos com práticas de controle social e disputas geopolíticas, bem como compreender seus usos políticos em projetos de vigilância e guerra algorítmica, e examinar o discurso de neutralidade técnica dessa tecnologia enquanto construção performativa. MATERIAIS E MÉTODO: Metodologicamente, a pesquisa adotou abordagem interdisciplinar de natureza teórica e qualitativa, por meio de revisão sistemática,articulando conceitos da filosofia da tecnologia e da ciência política, com base em obras de autores como Kate Crawford, Shoshana Zuboff, Michel Foucault e Achille Mbembe. RESULTADOS: Os resultados indicaram que a IA opera simultaneamente em duas frentes articuladas de poder: uma modalidade disciplinar e comportamental, voltada à previsão e à modificação de condutas no espaço digital, e uma modalidade necropolítica e militar, voltada à automação de decisões letais em contextos de guerra, além de sustentar um discurso de neutralidade técnica que oculta tanto sua infraestrutura material quanto a origem dos dados que a alimentam. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, foi possível concluir que a IA constitui um dispositivo discursivo de poder, cuja compreensão exige a articulação entre crítica material, filosofia política e análise dos discursos que a legitimam socialmente, abrindo caminho para futuras investigações no âmbito da filosofia.

PALAVRAS-CHAVE: Inteligência Artificial; Capitalismo de vigilância; Necropolítica; Filosofia da tecnologia.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBIC.

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