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SAUDABILIDADE DOS ALIMENTOS COMERCIALIZADOS NOS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DE CURITIBA: ADEQUAÇÃO À IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA ALIMENTA CIDADES

SCHEIDE, Clara Giovana Vicente¹; BORDIGNON, Dayane²; KADES, Alessandra²; RAMOS, Vanessa Daufenback³
Curso do(a) Estudante: Nutrição – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Nutrição – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A urbanização acelerada e a crise sanitária deflagrada pela pandemia de COVID-19 evidenciaram a urgência de políticas públicas voltadas à garantia do direito humano à alimentação adequada, especialmente em contextos de vulnerabilidade socioeconômica. Nesse cenário, Curitiba foi selecionada para integrar a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional nas Cidades (Estratégia Alimenta Cidades), que visa facilitar o acesso a alimentos in natura e minimamente processados, desencorajando o consumo de ultraprocessados. OBJETIVOS: O presente estudo teve como objetivo geral avaliar a saudabilidade dos alimentos comercializados no Armazém da Família, equipamento público de segurança alimentar e nutricional do município, verificando sua adequação à implementação da referida estratégia. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa qualiquantitativa, transversal, conduzida em 35 unidades do Armazém da Família em Curitiba. A coleta de dados envolveu a aplicação de questionários a 400 usuários, com cálculo amostral baseado no total de 66.877 atendimentos mensais, além da aplicação do instrumento Auditnova para caracterização da oferta alimentar conforme a classificação NOVA. RESULTADOS: Os resultados parciais indicam que o perfil dos usuários é majoritariamente feminino, com idade média de 50 anos, renda familiar predominante entre R$ 3.000 e R$ 5.000 e elevada prevalência de doenças crônicas (46,2%). Embora 55,4% dos entrevistados estejam em segurança alimentar, 44,6% apresentam algum grau de insegurança alimentar, com destaque para a forma leve (28,3%). O consumo de alimentos in natura é elevado (feijão: 64,1%; verduras: 61,9%; frutas: 53,3%), porém acompanhado pela exposição regular a ultraprocessados (37,9% consomem bebidas adoçadas 1 a 2 dias por semana). A análise da oferta nos Armazéns da Família revelou que 56,5% dos produtos comercializados são ultraprocessados, enquanto apenas 27,3% correspondem a alimentos in natura ou minimamente processados. O instrumento Auditnova confirmou a presença das quatro categorias NOVA em todas as unidades avaliadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que, embora os Armazéns da Família cumpram papel relevante no acesso a alimentos básicos, há uma contradição entre sua função institucional de promoção da segurança alimentar e a elevada oferta de ultraprocessados, o que demanda ações de educação alimentar e nutricional, revisão da composição dos produtos ofertados e maior articulação com a agricultura familiar para alinhar o equipamento aos princípios da Estratégia Alimenta Cidades.

PALAVRAS-CHAVE: segurança alimentar e nutricional; Armazém da Família; classificação NOVA; ultraprocessados; políticas públicas.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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