EXTRAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE CELULOSE A PARTIR DE RESÍDUO DE COCO VERDE E POTENCIAL APLICAÇÃO EM MATERIAIS BIODEGRADÁVEIS
INTRODUÇÃO: A crescente geração de resíduos tem impulsionado pesquisas voltadas ao aproveitamento de biomassa lignocelulósica para obtenção de materiais sustentáveis. Nesse sentido, a fibra de coco verde se destaca com uma das principais fontes de celulose, possibilitando sua aplicação em materiais biodegradáveis em razão das propriedades de seus nanocristais. OBJETIVOS: Avaliar diferentes metodologias de extração de celulose a partir de resíduos de coco verde, obter nanocristais de celulose por hidrólise ácida e investigar sua aplicação na produção de filmes biodegradáveis. MATERIAIS E MÉTODO: Foram utilizadas fibras de cocoindustrializada e in natura, submetidas às rotas de extração básica e acetosolv. A celulose obtida foi caracterizada macroscopicamente e por difração de raios X (DRX). Os nanocristais foram produzidos por hidrólise com ácido sulfúrico a 64%, seguidos de centrifugação, diálise e liofilização, sendo avaliados por meio do efeito Tyndall e análise de imagens utilizando o software ImageJ.js. Também foram preparados filmes e blendas à base de amido, fécula de mandioca, álcool polivinílico (PVA) e glicerol pelo método de casting. RESULTADOS: A rota básica aplicada à fibra de coco in natura apresentou o melhor desempenho, produzindo uma polpa de coloração branca, aspecto fibroso e rendimento de aproximadamente 59%, além de difratogramas característicos da celulose tipo I. As rotas acetosolv não promoveram branqueamento eficiente, resultando em materiais escuros e degradados. A hidrólise ácida possibilitou a obtenção de uma suspensão de nanocelulose com coloração branca e comportamento coloidal compatível com o esperado, embora com baixo rendimento. Na produção dos filmes, a maioria das formulações apresentou craquelamento, perda da integridade estrutural e ausência de formação de filmes contínuos, enquanto a formulação contendo 4,5% de fécula de mandioca e 0,5% de glicerol apresentou filme uniforme e íntegro.A rota básica aplicada à fibra de coco in natura apresentou o melhor desempenho, produzindo uma polpa de coloração branca, aspecto fibroso e rendimento de aproximadamente 59%, além de difratogramas característicos da celulose tipo I. As rotas acetosolv não promoveram branqueamento eficiente, resultando em materiais escuros e degradados. A hidrólise ácida possibilitou a obtenção de uma suspensão de nanocelulose com coloração branca e comportamento coloidal compatível com o esperado, embora com baixo rendimento. Na produção dos filmes, a maioria das formulações apresentou craquelamento, perda da integridade estrutural e ausência de formação de filmes contínuos, enquanto a formulação contendo 4,5% de fécula de mandioca e 0,5% de glicerol apresentou filme uniforme e íntegro. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados demonstraram que a fibra de coco verde in natura, submetida à rota básica de extração, constitui a alternativa mais promissora para obtenção de celulose de melhor qualidade. Embora a produção de nanocristais tenha sido confirmada, são necessários estudos para otimizar o rendimento da hidrólise ácida e o desenvolvimento de soluções filmogênicas mais estáveis, ampliando o potencial de aplicação da nanocelulose em materiais biodegradáveis.
PALAVRAS-CHAVE: Celulose; Coco verde; Nanocelulose; Filmes biodegradáveis.
Votação encerrada.