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IMPACTO DOS INIBIDORES DE PROTEASSOMA NA SOBREVIDA DE PACIENTES COM MIELOMA MÚLTIPLO EM VIDA REAL

GALVÃO, Laura Rodrigues¹; CAMARGO, Johnny Francisco Cordeiro²; MACHADO, Pedro Henrique Wrublewski²; NASCIMENTO, Pietra Sarandy²; NARDIN, Jeanine Marie³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Farmácia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O mieloma múltiplo (MM) é uma neoplasia hematológica cuja incidência tem aumentado com o envelhecimento populacional, e os inibidores de proteassoma consolidaram-se como pilares terapêuticos da doença. Contudo, dados de vida real sobre sua efetividade e segurança em esquemas contemporâneos, particularmente aqueles associados a anticorpos monoclonais anti-CD38, permanecem escassos no cenário assistencial brasileiro. OBJETIVOS: Avaliar, em cenário de vida real, o impacto do uso de inibidores de proteassoma na sobrevida global e livre de progressão de pacientes com MM, além de caracterizar os esquemas terapêuticos empregados, a resposta ao tratamento e o perfil de toxicidade MATERIAIS E MÉTODO: Estudo observacional retrospectivo, conduzido em um centro oncológico privado do Sul do Brasil, que incluiu pacientes com MM atendidos entre abril de 2020 e abril de 2025 e tratados com inibidor de proteassoma em qualquer linha terapêutica, totalizando 37 pacientes analisados após aplicação dos critérios de elegibilidade. RESULTADOS: A população apresentou mediana de idade de 69 anos e incluiu tanto pacientes elegíveis quanto não elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco. O bortezomibe foi o inibidor de proteassoma predominante, e esquemas contendo daratumumabe corresponderam a mais da metade dos tratamentos de primeira linha, enquanto o carfilzomibe e o ixazomibe foram empregados de forma pontual e apenas em linhas subsequentes. A taxa de resposta global entre os pacientes avaliáveis foi elevada, assim como a proporção de respostas profundas, a sobrevida livre de progressão mediana foi de 60,0 meses e a sobrevida global mediana não foi atingida ao longo do seguimento. A avaliação sistemática dos eventos adversos, pouco frequente em estudos retrospectivos, revelou neuropatia periférica em pouco mais da metade da casuística, predominantemente de baixo grau, e uma elevada proporção de interrupções ou modificações do tratamento motivadas por toxicidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados sugerem que os inibidores de proteassoma foram tolerados de forma compatível com o esperado quanto a eventos adversos graves, ainda que a manutenção da tolerabilidade em prática assistencial rotineira tenha exigido ajuste terapêutico frequente. O estudo apresenta limitações relevantes, entre elas a indisponibilidade de avaliação citogenética na maior parte da casuística e o seguimento ainda curto diante do número reduzido de óbitos registrados, o que restringe a estabilidade das estimativas de sobrevida e recomenda cautela na interpretação dos resultados.

PALAVRAS-CHAVE: Mieloma múltiplo; Inibidores de proteassoma; Bortezomibe; Estudos retrospectivos; Sobrevida.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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