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AVALIAÇÃO DO ÍNDICE IMUNO-INFLAMATÓRIO SISTÊMICO COMO MARCADOR PROGNÓSTICO NA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

NOSSHE, Bruna Repinoski¹; MOURA, Lidia Ana Zytynski³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) constitui importante causa de morbimortalidade cardiovascular e está relacionada à instabilização da placa aterosclerótica e à intensa resposta inflamatória. O Índice Imuno-Inflamatório Sistêmico (IIS), calculado a partir das contagens de neutrófilos, plaquetas e linfócitos, tem sido investigado como marcador prognóstico na SCA por integrar diferentes componentes da resposta inflamatória e apresentar baixo custo e ampla disponibilidade na admissão hospitalar. Estudos sugerem uma associação entre valores elevados de IIS e eventos cardiovasculares adversos, porém sua implementação como marcador prognóstico na SCA ainda necessita de investigação. OBJETIVOS: Avaliar o IIS, calculado na admissão de pacientes em vigência de SCA com Infarto agudo do miocárdio com (IAMCSST) ou sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) como marcador prognóstico, observando sua relação com mortalidade cardiovascular, eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE) e necessidade de intervenção coronariana. Também foram comparados os valores de IIS entre os diferentes tipos de IAM, além de relacioná-los aos níveis de troponina e características angiográficas. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizado estudo observacional retrospectivo no Hospital Universitário Cajuru, incluindo pacientes admitidos por SCA. Foram coletados dados clínicos, laboratoriais, angiográficos e referentes à evolução durante a internação. O IIS foi calculado a partir do hemograma de admissão pela fórmula (neutrófilos × plaquetas)/linfócitos. A análise estatística foi realizada no Jamovi, utilizando estatística descritiva, teste de Shapiro-Wilk e testes não paramétricos conforme a distribuição das variáveis. Foram utilizados os testes U de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, comparações múltiplas de Dwass-Steel-Critchlow-Fligner e correlação de Spearman, considerando a significância estatística de p ≤ 0,05. RESULTADOS: Foram avaliados 125 pacientes, com idade média de 63,3 ± 11,4 anos, sendo 65,6% de homens e 34,4% de mulheres. O IIS apresentou mediana de 963.524 e distribuição não normal (p < 0,001). Observou-se diferença estatisticamente significativa do IIS entre pacientes com IAMCSST e IAMSSST, com medianas de 1,21 × 10⁶ e 630.000, respectivamente (U = 966; p < 0,001). Houve diferença do IIS entre pacientes submetidos ou não à intervenção coronariana percutânea (U = 471; p = 0,003) e à revascularização miocárdica (U = 226; p = 0,015). Além disso, verificou-se correlação positiva entre o IIS e os níveis de Troponina 1 (ρ = 0,349; p < 0,001) e Troponina 2 (ρ = 0,421; p < 0,001). Não foi observada diferença estatisticamente significativa do IIS entre pacientes que evoluíram ou não para óbito (U = 297; p = 0,085). Também não houve correlação significativa entre IIS e número de lesões coronarianas (ρ = −0,005; p = 0,956) ou gravidade angiográfica (ρ = −0,091; p = 0,311). A comparação entre os diferentes níveis de gravidade pelo teste de Kruskal-Wallis também não demonstrou diferença significativa (χ² = 1,99; p = 0,369). CONSIDERAÇÕES FINAIS: O IIS apresentou associação significativa com o tipo de infarto, com a realização de intervenção coronariana e com os níveis de troponina, sugerindo relação entre a resposta inflamatória sistêmica e a extensão da lesão miocárdica. Entretanto, não demonstrou associação estatisticamente significativa com mortalidade ou características angiográficas, nesta amostra.

PALAVRAS-CHAVE: Síndrome Coronariana Aguda; Índice Imuno-Inflamatório Sistêmico; Infarto Agudo do Miocárdio; Intervenção Coronariana; Troponina.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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