ANIMAÇÕES DISTÓPICAS: COMO NATUREZA E O GÊNERO SE RELACIONAM NAS ANIMAÇÕES SOBRE FUTUROS APOCALÍPTICOS ENQUANTO TECNOLOGIAS DE GÊNERO
INTRODUÇÃO: Esta pesquisa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), investiga a natureza em cenários apocalípticos sob uma perspectiva Queer. OBJETIVOS: Procuramos entender como corpos abjetos e natureza se comportam ou são tratados nesses cenários, entendendo sua relação com as políticas do sensível. MATERIAIS E MÉTODO: Como metodologia, utiliza-se a cartografia sentimental de Suely Rolnik (2006), que considera a implicação do autor e os afetos gerados, além de revisão conceitual em periódicos como da Capes, Scielo e BDTD. A respeito da análise fílmica com base nas perspectivas Queer de Jack Halberstam (2019) e nos debruçando sobre as animações Robô Selvagem (2024), Flow (2024), os episódios 6 e 7 da segunda temporada da série animada “Arcane” e os episódios 1, 2, 3, 4 e 18, 19 e 20 da primeira temporada da série “Avatar: a lenda de Aang”. RESULTADOS: Nessas obras os corpos abjetos e a natureza se relacionam em cenários apocalípticos, sugerindo interações com os ambientes à nossa volta disparando determinados afetos e sentidos. Os resultados da pesquisa mostram que essas obras tensionam a matriz cis-heteronormativa e antropocêntrica ao introduzir o cuidado coletivo. Além de pontuar o fortalecimento das corporalidades desviantes, como é possível observar em Robô Selvagem, com a maternidade que não é baseada em determinismos biológicos ou nas alianças em Flow, que sequer precisam verbalizar seus propósitos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: E que podemos ver a animação como um campo de formulações políticas que abrem discussões para novas formas de ser e existir.
PALAVRAS-CHAVE: Tecnologias de Gênero; Apocalipse; Natureza; Animação; Teoria Queer.
Votação encerrada.