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O MOVIMENTO MAKER: UM ESTUDO CRÍTICO SOBRE SEUS LIMITES E POTENCIAIS

MARTINS, Matheus Sanches¹; PEREIRA, Fabio Inacio³
Curso do(a) Estudante: Bacharelado Interdisciplinar em Ciências e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Teologia – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: O presente relatório apresenta os resultados da pesquisa de Iniciação Científica sobre o Movimento Maker (MM) em contextos educacionais, desenvolvida sob perspectiva crítica no âmbito do projeto “Ciências para Todos: Educação Científica e Popularização do Conhecimento Científico e Tecnológico”. OBJETIVOS: O objetivo foi desenvolver estudos sobre os fundamentos teóricos e a presença do Movimento Maker na atualidade, por meio da análise dos seus princípios, ferramentas e potencial para o desenvolvimento da criatividade, da resolução de problemas, do trabalho em equipe e da cultura da inovação. MATERIAIS E MÉTODO: A investigação, estruturada em quatro atividades sequenciais, baseou-se em revisão teórica sistemática de natureza qualitativa e caráter exploratório, abrangendo obras clássicas e artigos científicos publicados entre 2012 e 2026 (Martins; Pereira, 2026). Foram analisadas as origens históricas do MM, as posições que sustentam o Movimento dos autores e sua “insustentável neutralidade tecnológica” (Campos; Dias, 2018), os fundamentos pedagógicos que sustentam seus impactos na sociedade, fundamentando um olhar crítico na cultura material, na economia criativa e ao projeto pedagógico e político do Movimento (Hatch, 2013; Ministério Da Cultura, 2025), e, por fim, as tendências e os desafios de sua incorporação à Educação Básica brasileira (Blikstein; Valente; Moura, 2020; Brasil, 2018). RESULTADOS: Os resultados indicam que o MM, não obstante sua gênese tecnicista ligada a desenvolvimentos militares do MIT na década de 1950 (Campos; Dias, 2018), apresenta expressivo potencial emancipador quando orientado por intencionalidade pedagógica (Blikstein; Valente; Moura, 2020), como demonstram iniciativas de Tecnologia Assistiva de baixo custo (Labitare, 2023). Em contrapartida, identificaram-se limites estruturais relevantes: o risco de precarização do trabalho sob a retórica do empreendedorismo maker (Antunes; Braga, 2009; Flusser, 2011) e a lacuna crônica de formação docente para a integração curricular (Godoi, 2023). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o MM não deve ser tratado como modismo tecnológico, mas como proposta pedagógica que, para realizar seu potencial transformador, exige formação continuada de professores (Godoi, 2023), políticas públicas de acesso democrático (Brasil, 2024b; São Paulo, 2021) e apropriação crítica situada nos desafios do Sul Global (Blikstein, 2013).

PALAVRAS-CHAVE: Movimento Maker; Educação Científica; Construcionismo; Pedagogia Crítica; Formação Docente.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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