Logo PUCPR

A RETÓRICA DO ÓDIO CONTRA AS MULHERES:
ESTUDO SOBRE AS REPRESENTAÇÕES E DESCONSTRUÇÕES DAS MASCULINIDADES HEGEMÔNICAS NO BRASIL.

CHAVES, Maria Luiza Brandão¹; FERNANDES, Solange³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Serviço Social – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: INTRODUÇÃO: A pesquisa deu continuidade a uma investigação anterior do PIBIC (2024/2025) sobre masculinidades hegemônicas, violência de gênero e discursos de ódio contra as mulheres no Brasil, aprofundando-se agora nas chamadas “novas masculinidades” diante da persistência de altos índices de violência contra as mulheres no país. OBJETIVOS: Estudar as relações entre violência e masculinidades hegemônicas, investigando como as narrativas contemporâneas sobre o ser homem no século XXI impactam as convicções tradicionais masculinas, por meio de pesquisa bibliográfica, identificação das representações sociais das novas masculinidades e mapeamento de grupos e discussões digitais sobre o tema. MATERIAIS E MÉTODO: : Adotou-se abordagem mista, com Análise de Conteúdo de discursos coletados em perfis do Instagram e episódios de podcast dedicados ao debate das novas masculinidades, organizada nas etapas de pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados, a partir de eixos analíticos construídos com base em revisão bibliográfica em bases acadêmicas nacionais RESULTADOS: A análise identificou três eixos interpretativos: poder, privilégio e responsabilização masculina; cuidado, paternidade e deslocamentos das masculinidades; e crítica ao machismo. Os discursos reconhecem o caráter estrutural e histórico da violência de gênero, valorizam o cuidado, a paternidade ativa e a expressão emocional, mas tendem a recentralizar o debate na experiência masculina, com pouca problematização da redistribuição de poder e das desigualdades estruturais entre homens e mulheres. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As chamadas “novas masculinidades” não representam nem uma ruptura efetiva, nem uma simples reprodução da masculinidade hegemônica, mas um processo contínuo de negociação entre crítica e permanência, no qual transformações subjetivas coexistem com a manutenção das estruturas de poder que sustentam a desigualdade de gênero.

PALAVRAS-CHAVE: Masculinidades hegemônicas; Novas masculinidades; Violência de gênero; Discursos digitais; Gênero e patriarcado.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.