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COMPORTAMENTO E DESEMPENHO DE BEZERROS HOLANDESES E MESTIÇOS EM DIFERENTES TIPOS DE PAREAMENTO SOCIAL DURANTE O PERÍODO DE ALEITAMENTO

OLIVEIRA, Izadora Maria Vaz da Silva¹; DAROS, Rolnei Ruan²; MOROZ, Michail Sabino³
Curso do(a) Estudante: Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): PPGCA – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A criação de bezerros Beef-on-Dairy tem se expandido significativamente nos sistemas leiteiros, gerando a necessidade de compreender as interações comportamentais e de desempenho entre bezerros mestiços (Angus × Holandês) e Holandeses puros quando alojados em diferentes composições de pareamento social. OBJETIVOS: O presente estudo teve como objetivo geral avaliar os efeitos das composições de pareamento social (pares homogêneos de Holandeses, pares mistos e pares homogêneos de mestiços) sobre o comportamento e o ganho de peso de bezerros durante o período de aleitamento. Os objetivos específicos foram avaliar os comportamentos diários, o ganho médio diário de peso, as respostas ao teste de novo objeto e ao teste de neofobia alimentar em diferentes tipos de pareamento. MATERIAIS E MÉTODO: O experimento foi conduzido em uma fazenda comercial em Palmeira, Paraná, com 62 bezerros (37 Holandeses fêmeas e 25 Beef-on-dairy: 13 machos e 12 fêmeas), avaliados dos 19 ± 2 dias até o desmame aos 78 ± 2 dias de idade. Os animais foram alocados em pares homogêneos de bezerros da raça Holandês (n=26), pares mistos (bezerro da raça Holandês e bezerro mestiço) (n=22) e pares homogêneos de mestiços (n=14). As avaliações comportamentais foram realizadas semanalmente por observação direta com varreduras. Testes de neofobia alimentar e de novo objeto foram aplicados em dois momentos e o peso corporal foi mensurado semanalmente. RESULTADOS: Houve diferença significativa entre os pareamentos (Holandês, Misto e Mestiço, respectivamente) em relação ao comportamento de alimentação (281,62 ± 15,20 vs. 397,91 ± 27,34 vs. 436,14 ± 29,19 scans; P < 0,01), comportamento oral anormal (399,08 ± 30,82 vs. 503,73 ± 31,64 vs. 551,50 ± 43,79 scans; P < 0,01), exploração (372,27 ± 16,34 vs. 275,00 ± 23,82 vs. 174,57 ± 15,63 scans; P < 0,01) e ócio (554,31 ± 23,07 vs. 450,73 ± 31,92 vs. 563,00 ± 38,62 scans; P = 0,01). Na neofobia alimentar inicial (Teste 1), mestiços exibiram maior probabilidade de interação com novo alimento (P = 0,02), menor latência (P = 0,04) e tendência a maior consumo (P = 0,05). No Teste 1 de novo objeto, Holandeses tiveram maior probabilidade de toque (P = 0,01), sem diferença na latência (P = 0,49). No Teste 2, não houve diferenças significativas para neofobia alimentar (P ≥ 0,29) ou novo objeto (P ≥ 0,58). O peso ao desmame foi de 127,36 ± 11,08 kg (mestiços), 121,59 ± 6,90 kg (mistos) e 118,27 ± 6,67 kg (holandeses). Não houve diferença no ganho médio diário por raça (P = 0,12) ou pareamento (P = 0,83), mas observou-se interação significativa da idade com a raça (P < 0,001) e com o pareamento (P < 0,001) sobre o peso corporal. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados indicam que o pareamento misto promove facilitação social e maior engajamento alimentar, especialmente nos bezerros Holandeses, sem prejuízo significativo ao desempenho até o desmame, contribuindo para o aprimoramento do manejo de bezerros mestiços em sistemas Beef-on-Dairy.

PALAVRAS-CHAVE: Pareamento social; Bezerros Beef-on-Dairy; Comportamento alimentar; Neofobia; Bem-estar animal.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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