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ANÁLISE QUANTITATIVA SOBRE O IMPACTO DO ENSINO FORMAL EM CUIDADOS PALIATIVOS NA GRADUAÇÃO EM MEDICINA DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ (PUCPR)

VICENTINE, Carolina Polo Salvador¹; ABOURIHAN, Carmen Luciane Sanson³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Tecnologia em Gastronomia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônico-degenerativas ampliam progressivamente a demanda por cuidados paliativos. No Brasil, a formação médica historicamente orientada pelo modelo curativista resulta em preparo insuficiente dos estudantes para lidar com situações de terminalidade, o que se reflete na escassez de conteúdos específicos de CP nos currículos de graduação em medicina. Diante desse cenário, torna-se necessário avaliar em que medida a inserção curricular formal do tema produz mudanças mensuráveis no conhecimento e na autoeficácia dos estudantes OBJETIVOS: Analisar o impacto do ensino formal de cuidados paliativos na graduação em medicina, comparando o conhecimento declarativo e a autoeficácia percebida da mesma coorte de estudantes avaliada em dois momentos distintos: antes da exposição formal ao conteúdo de CP (5p) e após a conclusão da disciplina que o contempla (6p). MATERIAIS E MÉTODO: É um estudo analítico, transversal de abordagem quantitativa, conduzido com a mesma turma de estudantes de medicina da PUCPR, com grupos não pareados. O instrumento utilizado foi o Bonn Palliative Care Knowledge Test, versão portuguesa adaptada, composto por 23 itens de conhecimento declarativo e15 itens de autoeficácia, respondidos em escala de 4 pontos. A aplicação dos instrumentos ocorreu de forma virtual – plataforma Google Forms por link distribuído via WhatsApp.Participaram 72 estudantes na 1ªetapa e 30 na 2ª. As comparações entre grupos foram realizadas por meio dos testes de Mann-Whitney, qui-quadrado e exato de Fisher, com cálculo de tamanho de efeito. RESULTADOS: Os estudantes do 6ºp apresentaram escores de conhecimento declarativo superiores aos do 5ºp, com diferença estatisticamente significativa e tamanho de efeito de magnitude pequena, indicando ganho discreto após a exposição curricular. Entre os 23 itens de conhecimento, apenas dois apresentaram diferença significativa entre os grupos: o referente à prioridade do tratamento médico em relação à equipe multiprofissional nos CP e o referente aos sentimentos do cuidador durante o cuidado. Temas como manejo farmacológico da dor, aspectos espirituais e necessidades fisiológicas na terminalidade permaneceram com baixos índices de acerto em ambos os grupos. Porém a autoeficácia percebida apresentou evolução expressiva e estatisticamente significativa, com os estudantes do 6ºp demonstrando maior confiança em praticamente todos itens avaliados, incluindo manejo da dor, comunicação com pacientes e familiares, identificação de problemas psicológicos e integração de aspectos culturais da morte. A maioria dos estudantes do 6ºp não se considerava preparada para atuar em CP. Os resultados corroboram a literatura sobre a necessidade de aprimoramento do ensino de CP na graduação em medicina. O reconhecimento unânime, em ambas etapas, de que os CP exigem formação específica e devem integrar o currículo da graduação evidencia que há receptividade para essa formação, cuja demanda deve ser das instituições de ensino com profundidade e continuidade durante toda a graduação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A exposição ao conteúdo curricular obrigatório de CP produziu ganho mais expressivo na autoeficácia do que no conhecimento declarativo, sugerindo que a disciplina fortaleceu a confiança dos estudantes para atuarem em situações de terminalidade sem, consolidar o domínio técnico. Há necessidade de abordagens longitudinais e integradas no ensino de CP, que articulem teoria, prática clínica, comunicação e dimensão bioética ao longo da graduação médica.

PALAVRAS-CHAVE: Cuidados Paliativos; Educação Médica; Fim de vida; Bioética do Cuidado; Graduação em Medicina.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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