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PANORAMA VACINAL E CARACTERIZAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICA DE PORTUGUESES: UM ESTUDO BASEADO EM DADOS PRIMÁRIOS

MIRA, Vitória Cristina Andreazzi¹; KAESTNER, Tatiana Lorena da Luz³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Os determinantes sociais da saúde exercem importante influência sobre a utilização do Sistema Nacional de Saúde (SNS) em Portugal, uma vez que fatores como escolaridade, idade, gênero e contexto territorial podem modificar a confiança nos profissionais de saúde, a procura pelos serviços e a adesão às práticas preventivas. Nesse contexto, compreender como esses fatores interferem na utilização dos cuidados em saúde torna-se essencial para o desenvolvimento de políticas públicas orientadas pela equidade. OBJETIVOS: Assim, este estudo transversal teve como objetivo avaliar a influência das desigualdades sociais e regionais sobre a confiança nos profissionais de saúde, a utilização de medidas preventivas, a vacinação e o recurso aos serviços de saúde em Portugal. MATERIAIS E MÉTODO: Foram utilizados dados de um inquérito transversal realizado em 2025, que incluiu 143 adultos residentes em Portugal. As variáveis analisadas compreenderam confiança no médico, utilização de consultas preventivas, atraso vacinal, conhecimento sobre a situação vacinal e utilização do setor privado de saúde. Os dados foram submetidos à análise descritiva e à regressão logística para investigação das associações entre os determinantes sociais e os desfechos avaliados. RESULTADOS: Observou-se menor confiança nos profissionais de saúde entre residentes de Lisboa (33%) quando comparados aos da região Norte (67%; p=0,006). As mulheres apresentaram maior frequência de atraso vacinal em relação aos homens (7,6% versus 3%; p=0,018), enquanto adolescentes e jovens adultos demonstraram menor participação em ações preventivas e maior desconhecimento sobre sua situação vacinal (14%). Além disso, indivíduos com maior escolaridade recorreram com maior frequência aos serviços privados de saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que os determinantes sociais estruturam a confiança, a utilização dos serviços de saúde e os comportamentos preventivos em Portugal, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas à equidade, ao fortalecimento da atenção primária e à ampliação das estratégias de promoção da saúde no âmbito do SNS.

PALAVRAS-CHAVE: Confiança; Vacinação; Clínicas privadas; Desigualdades.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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