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PERCEPÇÃO DAS ONDAS DE CALOR E ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS DO CLIMA

VIEIRA, Sarah Canci¹; SILVA, Luciene Pimentel da³
Curso do(a) Estudante: Arquitetura e Urbanismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Arquitetura e Urbanismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Os impactos das mudanças climáticas materializados em eventos meteorológicos extremos têm aumentado em frequência e magnitude. Esses eventos têm impactos em estruturas materiais, físicas, mas também na qualidade ambiental, ecossistemas, e na saúde das pessoas. As ondas de calor, que caracterizam um tipo de desastre meteorológico, estão associados com a observação de temperaturas elevadas, acima dos valores das normais climatológica, com a persistência de alguns dias. OBJETIVOS: O objetivo principal desse trabalho de iniciação científica foi avaliar a percepção de risco das ondas de calor a fim de promover a adaptação aos impactos nas populações socioeconomicamente e ambientalmente vulneráveis por meio dos “abrigos do clima”, como também compreender as problemáticas socioambientais relacionadas à gestão urbana a fim de amenizá-las. MATERIAIS E MÉTODO: O objeto de estudo da pesquisa são comunidades vulneráveis, nesse caso foi escolhido o Bairro do Boqueirão em Curitiba, PR, na sua porção mais vulnerável. A metodologia envolveu revisão de literatura com recortes específicos associados às doenças e agravos de saúde causadas pela exposição às temperaturas extremas, aplicação e análise de respostas de um questionário sobre percepção de calor, análises espaciais e cruzamento de temáticas, além da aplicação do modelo envi-met no estudo de adaptação para amenização do calor através de propostas de alterações de paisagem e morfologia urbana. Essa pesquisa em vários aspectos apoiou o desenvolvimento de uma dissertação de mestrado de uma das estudantes do grupo de pesquisa. RESULTADOS: Os resultados do questionário demonstraram que embora haja a percepção de que as temperaturas elevadas e a sensação de calor têm sido mais frequentes no Bairro do Boqueirão. No entanto, não foi observada a consciência dos impactos do calor extremo na saúde, apesar de em torno de 17% dos entrevistados terem elencado algum tipo de mal estar nesses períodos. As simulações do microclima local com a aplicação do envi-met e a simulação de estratégias de alterações na morfologia urbana, como aumento do espaçamento entre construções, inclusão de praças e áreas de “oásis”, abrigos do calor, aumento da arborização, entre outras, levaram à diminuição das temperaturas em até 2 graus Ceisius. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É necessário considerar as pessoas, suas percepções, diferentes condições de vulnerabilidade e a forma como vivenciam o espaço urbano no planejamento das mitigações contra os eventos de calor intenso. Nesse sentido, a combinação entre percepção da população, análise territorial e soluções baseadas na natureza pode contribuir para a criação de cidades resilientes.

PALAVRAS-CHAVE: Desastres meteorológicos; aquecimento global; vulnerabilidade; morfologia urbana; saúde.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBIC.

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