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AVALIAÇÃO DOS EFEITOS ANALGÉSICOS E CARDIORRESPIRATÓRIOS DE UM PROTOCOLO ANESTÉSICO MULTIMODAL E INFUSÃO LOCAL CONTÍNUA DE LIDOCAÍNA NO PÓS-OPERATÓRIO EM CADELAS SUBMETIDAS A MASTECTOMIA

BULCAO, Laura Gallio¹; SILVA, Elisandra Faria da²; ARAUJO, Maria Eduarda Soares de²; PRESTES, Eduarda Caxeta²; AMARAL, Rafael Soares²; TILLMANN, Mariana Teixeira²; OLIVEIRA, Maria Fernanda Cruz²; SOUZA, Mel Costa de²; CAPRIGLIONE, Luiz Guilherme Achcar³
Curso do(a) Estudante: Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A mastectomia total unilateral é um procedimento associado a estímulo nociceptivo relevante, exigindo a utilização de estratégias multimodais para o controle da dor e a manutenção da estabilidade fisiológica durante o período perioperatório. OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos analgésicos e cardiorrespiratórios de um protocolo anestésico multimodal associado à infusão local contínua de lidocaína em cadelas submetidas à mastectomia total unilateral. MATERIAIS E MÉTODO: Foram avaliadas oito cadelas. O protocolo incluiu acepromazina e metadona como medicação pré-anestésica, indução com fentanil, lidocaína, cetamina e propofol, manutenção com isoflurano e infusão intravenosa contínua de fentanil, lidocaína e cetamina. Foram realizados bloqueios dos planos transverso do abdômen e serrátil com ropivacaína, além da implantação de cateter fenestrado na ferida cirúrgica para infusão pós-operatória de lidocaína. A dor foi avaliada pela Escala de Dor Aguda de Glasgow modificada nos períodos de 1–2, 4–5, 8–9, 12–13, 16–17 e 24 horas. RESULTADOS: As médias dos escores foram, respectivamente, 2,75 ± 3,33; 4,38 ± 2,88; 3,00 ± 1,41; 4,50 ± 2,93; 2,38 ± 2,26 e 2,00 ± 3,02. Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre os momentos avaliados, porém cinco das oito cadelas, correspondendo a 62,5% da amostra, necessitaram de resgate analgésico. A necessidade de analgesia adicional demonstra que a infusão local de lidocaína, embora integrante do protocolo multimodal, não garantiu controle total da dor em todas as pacientes, reforçando a importância da avaliação da dor no período pós-operatório para avaliar a necessidade da administração de analgésicos sistêmicos, como a metadona. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que os achados são exploratórios e que a infusão local contínua de lidocaína deve ser considerada uma técnica adjuvante, não substituindo o acompanhamento seriado da dor no período pós-operatório e a administração individualizada de outros analgésicos na presença de dor.

PALAVRAS-CHAVE: Anestesia; Analgesia; Dor.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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