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LITERATURA INFANTIL COMO CAMINHO PARA UMA EDUCAÇÃO LIBERTADORA

AGUIAR, Mayara Alves¹; LEAL, Halina Macedo³
Curso do(a) Estudante: Letras-Português-Inglês – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Filosofia – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O presente projeto investiga o papel pedagógico da literatura infantil como instrumentode fortalecimento da autoaceitação de crianças negras e de combate ao racismoestrutural. Fundamentada nos princípios da educação libertadora e da pedagogiaengajada propostos por bell hooks, além das contribuições sobre alfabetização epedagogia crítica de Paulo Freire e do conceito de literatura formulado por AntônioCândido. OBJETIVOS: O objetivo central do estudo reside em compreender como a produçãoe a mediação da literatura engajada nas instituições de ensino podem fomentar adiversidade étnico-racial, o pensamento crítico, a escuta ativa e o sentimento deautoaceitação em leitores infantis, com foco especial nas vivências e noempoderamento de meninas negras. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de caráter teórico-bibliográficoe documental. Por meio de fichamentos e análises críticas dasobras de hooks, fundamentalmente Ensinando a Transgredir: a educação comoprática de liberdade, e de produções teóricas correlatas, a investigação evidencia quea literatura infantil ultrapassou sua histórica função puramente moralizante ouprescritiva para consolidar-se como um recurso didático emancipatório e anticolonial. RESULTADOS: Os resultados demonstraram que o letramento racial e o uso de narrativas inclusivasproporcionam uma transformação subjetiva significativa nas crianças, permitindo queelas reconheçam seus traços negroides e identidades com orgulho e valor estéticopositivo. Além disso, o trabalho ressalta que uma práxis pedagógica guiada pelodiálogo, pela amorosidade e pelo respeito às particularidades históricas e sociais dosestudantes é capaz de transgredir a lógica do modelo educacional conservador eneoliberal. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Desse modo, conclui-se que a literatura engajada e a interculturalidadeconstituem caminhos cruciais para a promoção da justiça social, da equidade e deuma formação cidadã verdadeiramente democrática, humanizada e comprometidacom a desconstrução das opressões interseccionais de raça, gênero e classe nassalas de aula.

PALAVRAS-CHAVE: bell hooks; educação libertadora; literatura; pedagogia engajada.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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