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MARIA FIRMINA DOS REIS: REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO E DE VIOLÊNCIA NO PENSAMENTO ABOLICIONISTA BRASILEIRO, A PARTIR DO ROMANCE ÚRSULA (1859)

SANTOS, Isabella Paulino dos¹; ZECHLINSKI, Beatriz Polidori³
Curso do(a) Estudante: Licenciatura em História – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): História – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O presente estudo analisa o romance Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, considerando as relações entre escravidão, violência, liberdade e gênero. Publicada em 1859, a obra apresenta uma perspectiva crítica sobre as estruturas sociais de seu período, especialmente ao conferir voz e humanidade às personagens negras escravizadas e evidenciar as desigualdades que atravessavam as relações sociais e de gênero. OBJETIVOS: A pesquisa tem como objetivo analisar a representação da escravidão e das diferentes formas de violência que atingiam a população negra, bem como compreender a construção das relações de gênero, das masculinidades e das feminilidades na narrativa. Busca ainda identificar de que maneira Maria Firmina dos Reis questiona os valores patriarcais e escravistas de seu tempo, destacando as experiências, memórias e formas de resistência dos sujeitos submetidos à opressão. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizada uma pesquisa qualitativa e interdisciplinar, utilizando a representação como método e articulando a análise do romance à investigação histórica e bibliográfica sobre o Brasil do século XIX, especialmente no período entre a Independência e a abolição da escravidão. RESULTADOS: A análise se concentrou nas experiências de Túlio e Preta Susana, na conquista da liberdade, na violência escravista, nas representações da maternidade e nas atuações de gênero de personagens como Úrsula, Adelaide, Tancredo e o Comendador P. Os resultados demonstram que o romance apresenta uma crítica contundente à escravidão, evidenciando as violências físicas, psicológicas e simbólicas do sistema e humanizando os sujeitos escravizados por meio de suas memórias, afetos e experiências. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Temos que Úrsula constitui uma importante obra para compreender as estruturas racistas e patriarcais da sociedade brasileira oitocentista, evidenciando desigualdades de raça, gênero e poder e reafirmando a importância de Maria Firmina dos Reis para a literatura e para a compreensão histórica do Brasil imperial.

PALAVRAS-CHAVE: Úrsula; Relações de gênero; Escravidão; Literatura afro-brasileira; Brasil oitocentista.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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