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REFLEXOS JURÍDICOS DO PIX NO CONSUMO E NA SUSTENTABILIDADE

BARRETO, Ana Clara Prazeres¹; EFING, Antonio Carlos³
Curso do(a) Estudante: Direito – Escola de Direito – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Direito – Escola de Direito – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O sistema de pagamentos instantâneos PIX, instituído pelo Banco Central do Brasil em 2020, transformou significativamente as relações de consumo ao possibilitar transações financeiras instantâneas, contínuas e de ampla acessibilidade. Sua implementação impulsionou a inclusão financeira, fortaleceu a digitalização da economia e ampliou o uso dos meios eletrônicos de pagamento, ao mesmo tempo em que trouxe novos desafios relacionados à segurança das operações, à proteção do consumidor e aos impactos ambientais decorrentes da expansão da infraestrutura digital. OBJETIVOS: Esta pesquisa teve como objetivo analisar os reflexos jurídicos do PIX nas relações de consumo e na sustentabilidade, investigando sua regulamentação, a responsabilidade das instituições financeiras diante das fraudes eletrônicas, os mecanismos de proteção do consumidor e os impactos ambientais associados à digitalização dos meios de pagamento. MATERIAIS E MÉTODO: Adotou-se pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, documental e jurisprudencial, utilizando o método dedutivo. Foram analisados o Código de Defesa do Consumidor, a Lei Geral de Proteção de Dados, os atos normativos do Banco Central do Brasil, a doutrina especializada e a jurisprudência referente à responsabilidade das instituições financeiras em casos de fraudes envolvendo operações realizadas por meio do PIX. RESULTADOS: Verificou-se que o PIX promoveu maior eficiência, rapidez e acessibilidade nas transações financeiras, consolidando-se como importante instrumento de modernização do sistema de pagamentos brasileiro. Contudo, sua ampla utilização intensificou discussões acerca da responsabilidade objetiva das instituições financeiras, da necessidade de aperfeiçoamento dos mecanismos de prevenção e combate às fraudes eletrônicas e do fortalecimento da proteção dos consumidores. Também se constatou que a digitalização dos meios de pagamento reduz a circulação de papel-moeda e contribui para a diminuição do consumo de recursos físicos, embora imponha desafios relacionados ao consumo energético da infraestrutura tecnológica e à geração de resíduos eletrônicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a consolidação do PIX exige constante aperfeiçoamento regulatório, fortalecimento das medidas preventivas de segurança e integração entre inovação tecnológica, proteção do consumidor e sustentabilidade, assegurando o desenvolvimento seguro, eficiente e responsável das relações de consumo na economia digital.

PALAVRAS-CHAVE: PIX; Direito do Consumidor; Responsabilidade Civil; Sustentabilidade; Pagamentos Instantâneos.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBIC.

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