MĀYĀ E A SUPRESSÃO DO SOFRIMENTO EM SCHOPENHAUER
INTRODUÇÃO: O presente relatório expõe os resultados de uma pesquisa sobre a relação entre o conceito de Maya, o qual é oriundo do hinduísmo e refere-se à ilusão ou à chamada “realidade aparente”, e a possibilidade de superação do sofrimento humano na filosofia de Arthur Schopenhauer. OBJETIVOS: O problema central do estudo consistiu em compreender a gênese do sofrimento na obra desse filósofo e investigar de que maneira o “desvelamento do véu de Maya”, enquanto superação da ilusão do princípio de individuação, pode levar a uma condição de existência plenamente isenta de dor. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa, de natureza bibliográfica, exegética e qualitativa, teve como repertório conceitual a obra “O Mundo como Vontade e Representação” (Tomos I e II), associada ao estudo de comentadores nacionais e internacionais. RESULTADOS: Os resultados indicam que Schopenhauer oferece três vias de resposta ao sofrimento, de intensidade e alcance distintos: a eudemonologia, conjunto de máximas práticas que apenas atenua, sem resolver, a dor cotidiana; a contemplação estética, que suspende temporariamente o princípio de individuação por meio da experiência artística; e a ascese, via da negação da própria vontade, identificada como a única capaz de alcançar a superação radical do sofrimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o desvelamento de Maya não constitui um evento homogêneo, mas um caminho gradual, cuja forma completa se mantém como uma experiência profunda, difícil de ser alcançada e não ensinável. A pesquisa reforça a atualidade da ética schopenhaueriana para a reflexão crítica sobre desejo e sofrimento na contemporaneidade.
PALAVRAS-CHAVE: Schopenhauer; Maya; Sofrimento; Vontade; Ascese.
Votação encerrada.