AGROECOLOGIA E RESISTÊNCIA: O PROTAGONISMO DAS MULHERES INDÍGENAS E DE SOCIEDADES TRADICIONAIS FRENTE AO CAPITAL
INTRODUÇÃO: O presente trabalho visa analisar a relação entre agroecologia, gênero e capitalismo, com enfoque no protagonismo das mulheres indígenas e de comunidades tradicionais como sujeitos de resistência frente às exploração impostas pelo sistema capitalista. OBJETIVOS: Para tanto, buscou-se compreender como a consolidação do capitalismo, conectada aos processos de colonização da América, promoveu a exclusão e marginalização das mulheres indígenas e tradicionais, bem como, entender a importância das práticas, saberes e cuidados dessas mulheres para a preservação de seus territórios. MATERIAIS E MÉTODO: Utilizou-se a metodologia qualitativa, baseada em pesquisa bibliográfica e documental, por meio da análise crítica de livros, artigos científicos, legislações e políticas públicas relacionadas à agroecologia, decolonialidade e interseccionalidade de gênero. RESULTADOS: O estudo demonstrou que o capitalismo se estruturou a partir da apropriação da terra e da transformação da natureza em mera mercadoria, intensificando desigualdades sociais e ambientais. Além disso, verificou-se que a colonialidade de gênero e colonialidade de poder contribuíram para a desvalorização dos saberes indígenas e para o completo desprezo das mulheres, as quais foram submetidas a múltiplas formas de opressão. Por outro lado, foi possível identificar que as mulheres indígenas e tradicionais exercem papel fundamental na defesa dos territórios, na conservação dos conhecimentos ancestrais e na promoção de práticas sustentáveis ao meio ambiente. Dessa forma, a agroecologia mostrou-se um importante instrumento de resistência política, cultural e ambiental, ao fortalecer a autonomia comunitária e as relações de reciprocidade com a natureza, principalmente com a terra, bem como a relevância de políticas públicas para efetivação de tais práticas e reconhecimento dessas mulheres como sujeitos políticos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o reconhecimento do protagonismo feminino é essencial para a construção de modelos de desenvolvimento socialmente justos, sustentáveis e comprometidos com a valorização dos direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais.
PALAVRAS-CHAVE: Mulheres indígenas e tradicionais; Capitalismo; Agroecologia; Protagonismo.
Votação encerrada.