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INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO SEM
SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST: CONHECENDO A REALIDADE E OS DESAFIOS DO ATENDIMENTO AO PACIENTE EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO EM CURITIBA

MARQUES, Camille Giacomitti¹; FADEL, Rodrigo F²; GROBE, Sarah Fagundes³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMSSST) configura importante causa de morbimortalidade e apresenta diagnóstico insidioso, elevando a vulnerabilidade a atrasos assistenciais pré-hospitalares. O tempo total de isquemia sofre influência, fundamentalmente, do tempo em que o paciente busca por socorro e das etapas de transferência na rede. OBJETIVOS: Analisar o perfil clínico, os indicadores temporais de atendimento, os desfechos intrahospitalares e o seguimento longitudinal até seis meses em pacientes com IAMSSST atendidos no Hospital Universitário Cajuru (HUC), em Curitiba – PR. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo de coorte prospectivo observacional que incluiu pacientes maiores de 18 anos internados por IAMSSST entre fevereiro e outubro de 2025. Coletaram-se dados sociodemográficos, clínicos e de exames à beira-leito e via prontuário. O seguimento longitudinal (30 dias e 6 meses) foi realizado por contato telefônico para registrar complicações e sobrevida. Análises estatísticas foram executadas no SPSS v.29.0, com testes não paramétricos e curvas de Kaplan-Meier, adotando p < 0,05. RESULTADOS: Analisaram-se 69 pacientes com IAMSSST (média de idade 65,9 ± 10,9 anos; 55,1% homens). A prevalência de comorbidades foi de 88,4%, destacando-se hipertensão (76,8%), dislipidemia (42,0%), diabetes mellitus tipo 2 (37,7%) e angina prévia (47,8%). A busca por atendimento via Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ocorreu em 70,1% dos casos. A mediana do tempo entre o início da dor e a admissão no HUC foi de 11,4 horas (intervalo 0,3-132 h), enquanto o tempo de transferência UPA-HUC apresentou mediana de 9,0 horas (intervalo 0,5-57 h). Na assistência terciária, a taxa de plano para angioplastia atingiu 95,6% e a revascularização completa foi obtida em 73,9% dos pacientes. No acompanhamento pós-alta, a recorrência de angina ocorreu em 30,2% dos pacientes em 1 mês e em 28,9% entre 1 e 6 meses, enquanto reinternações por nova síndrome coronariana aguda foram de 15,1% e 8,9%, respectivamente. A sobrevida acumulada estimada pelo método de Kaplan-Meier ao final do seguimento de 6 meses foi de 91,3%, com 4 óbitos registrados no período. As comparações temporais entre subgrupos clínicos e desfechos graves não demonstraram diferenças estatisticamente significantes, fenômeno atribuído ao reduzido número absoluto de eventos (erro tipo II). CONSIDERAÇÕES FINAIS: O tratamento intra-hospitalar no HUC demonstrou elevada eficácia e alinhamento às diretrizes. Contudo, observaram-se gargalos expressivos no componente pré-hospitalar, marcados pela demora na busca por socorro e pela retenção prolongada nas UPAs. A ampliação da amostragem em investigações futuras é essencial para consolidar o poder estatístico e orientar estratégias de otimização no fluxo assistencial.

PALAVRAS-CHAVE: Infarto Agudo do Miocárdio; Dor torácica; Atendimento de emergência; Tempo de isquemia.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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