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O IMPACTO DAS “FAKE NEWS” NA ESTIGMATIZAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS E A EXACERBAÇÃO DOS SINAIS CLÍNICOS PSÍQUICOS

NAZARI, Julia¹; COLOMBO, Renan³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Jornalismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A expansão acelerada das plataformas digitais e a reintermediação algorítmica transformaram o consumo de informações, favorecendo a rápida circulação de notícias falsas e a criação de um ambiente de sobrecarga informacional. No campo da saúde mental, a proliferação de conteúdos desinformativos representa uma ameaça ao bem-estar coletivo, intensificando a vulnerabilidade psicológica e enfraquecendo a confiança nas instituições sanitárias. OBJETIVOS: Analisar a disseminação de conteúdos de desinformação no ambiente digital brasileiro relacionados à saúde mental e compreender de que maneira essas narrativas afetam o bem-estar psíquico e os comportamentos em saúde. MATERIAIS E MÉTODO: Trata- se de um estudo de abordagem qualitativa pautado na Análise de Conteúdo de Bardin. O corpus empírico foi constituído pelo mapeamento de 12 notícias falsas checadas por três agências brasileiras de fact-checking (Agência Lupa, E-Farsas e Boatos.org) entre os anos de 2020 e 2025. Os dados foram extraídos, categorizados em planilha eletrônica e classificados segundo a taxonomia de desinformação de Wardle e Derakhshan. RESULTADOS: A análise temporal revelou um comportamento bimodal no fluxo desinformativo, com picos expressivos em 2020 (N = 4) e 2025 (N = 4). O tema geral predominante foi “Falso Tratamento/Cura Milagrosa”, representando 50% da amostra (N = 6), seguido por “Vacina” (N = 2) e “Suplemento Alimentar Irregular” (N = 2). A saúde mental figurou como foco específico direto em metade das checagens. As estratégias discursivas apoiam-se na facilidade cognitiva, em apelos morais e religiosos, e na instigação do medo e estigma sobre transtornos mentais e terapêuticas psiquiátricas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A desinformação em saúde mental atua como um vetor ativo de agravamento da vulnerabilidade psíquica, fortalecendo o autoestigma e desencorajando a busca por tratamentos baseados em evidências. Recomenda-se o fortalecimento da Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) e o letramento em saúde como estratégias de enfrentamento.

PALAVRAS-CHAVE: Desinformação; Saúde Mental; Estigma Social; Facilidade cognitiva; Infodemia.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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