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ATIVAÇÃO DE PIEZO-1 PELA TOXINA URÊMICA CMPF EM CÉLULAS ENDOTELIAIS

ROSS, Leticia de Sena¹; SPITZENBERGEN, Beatriz Akemi Kondo Van²; AMARAL, Andrea Novais Moreno³
Curso do(a) Estudante: Ciências Biológicas – Bacharelado – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Os canais Piezo1 são proteínas mecanossensíveis que regulam a homeostase celular convertendo estímulos físicos em sinais bioquímicos. No endotélio vascular, esses canais medeiam a liberação de óxido nítrico, promovendo a vasodilatação; porém, sua ativação prolongada pode desencadear disfunção endotelial, um processo patogênico central no desenvolvimento e na progressão da Doença Renal Crônica (DRC). Estudos apontam que toxinas urêmicas, como o CMPF, podem atuar como moduladores atípicos desses canais. OBJETIVOS: Caracterizar o papel do Piezo1 em células endoteliais expostas ao CMPF. Especificamente, foram avaliados os efeitos morfológicos da toxina sob diferentes condições osmóticas, a ativação endotelial em diferentes tempos de incubação e a participação de Piezo1 em condições isotônicas e hipertônicas. MATERIAIS E MÉTODO: Células endoteliais humanas Ea.hy926 foram cultivadas em meio DMEM e submetidas a ensaios de viabilidade celular pelo método MTT, em condições isotônicas e hipertônicas, por até 24 horas. Em seguida, as células foram tratadas com CMPF por 30 minutos e por 24 horas, isoladamente ou associadas ao pré-tratamento com o inibidor GsMTx-4. As análises de morfologia, de marcadores de superfície e de cálcio foram realizadas por citometria de fluxo. RESULTADOS: Os resultados demonstraram que a viabilidade celular diminuiu sob estresse hiperosmótico a partir de 12 horas. Além disso, a exposição prolongada ao CMPF em meio hiperosmótico alterou o tamanho e a complexidade celulares, o que não ocorreu sob condição isosmótica. O marcador CD54 apresentou aumento de expressão com o tratamento com CMPF em ambos os cenários osmóticos; por outro lado, a expressão do marcador CD31 aumentou com o CMPF sob condições osmóticas normais, e esse aumento foi prevenido pela inibição de Piezo1 com GsMTx-4. Ademais, a toxina elevou significativamente os níveis de cálcio intracelular em ambas as condições osmóticas, com efeito atenuado pelo inibidor. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados sugerem que o canal Piezo1 pode estar envolvido na regulação da fisiologia endotelial e pode ser ativado quimicamente pela toxina urêmica CMPF, o que desencadeia um influxo excessivo de cálcio, alterações na integridade da barreira endotelial e inflamação. Destaca-se o bloqueio de Piezo1 por meio de GsMTx-4 como uma estratégia terapêutica potencial para a disfunção endotelial na DRC.

PALAVRAS-CHAVE: Piezo1; CMPF; Toxina urêmica; Disfunção endotelial; Doença Renal Crônica.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBIC.

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