ANSIEDADE, DEPRESSÃO, ESTRESSE E OTIMISMO EM UNIVERSITÁRIOS: NOVA COLETA DE DADOS
INTRODUÇÃO: O período de transição da adolescência para a vida adulta, chamado adultez emergente, é marcado por transformações importantes, com características particulares em relação às gerações anteriores. Para alguns, é nessa etapa que ocorre o ingresso no ensino superior, com suas demandas e expectativas que podem tornar o estudante mais suscetível aos sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Estudos mostram o aumento desses sintomas em estudantes universitários. O otimismo pode contribuir para o controle desses sintomas, contribuindo para a qualidade da saúde mental. OBJETIVOS: Investigar aspectos relacionados à saúde mental, como ansiedade, depressão, estresse percebido e otimismo, em adultos universitários. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo transversal, quantitativo, com amostra por conveniência, com estudantes de uma universidade particular de Curitiba (PR) de qualquer período ou curso. A pesquisa foi realizada através do google forms e os participantes, após concordarem com o TCLE, respoderam ao DASS-21, que investiga ansiedade, depressão e estresse, e ao LOT, que investiga otimismo. RESULTADOS: Participaram 158 estudantes, majoritariamente mulheres (81,0%; n = 128) e pessoas com idade de 18 a 24 anos (82,9%; n = 131), matriculados no segundo período (24,1%; n = 38). Foram observados, em média, níveis moderados de depressão e estresse e níveis graves de ansiedade e, paralelamente, bons níveis de otimismo. Gênero apresentou efeito multivariado significativo sobre as variáveis, não foram identificados efeitos significativos para curso ou período. As correlações de Pearson demonstraram associações negativas significativas com depressão (r = 0,618), ansiedade (r = 0,576) e estresse (r = 0,526), todas com p < 0,001, indicando que maiores níveis de otimismo estiveram associados a menores níveis de sofrimento psicológico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados indicam problemas graves na saúde mental dos estudantes que compuseram esta amostra, ao mesmo tempo, o otimismo pode ser um fator protetivo a saúde mental dos universitários. Estudos futuros devem ampliar a diversidade da amostra e propor e avaliar intervenções para a promoção do bem-estar psicológico.
PALAVRAS-CHAVE: Depressão; Ansiedade; Estresse; Otimismo; Universitários.
Votação encerrada.