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ECOLOGIA COMPORTAMENTAL COMO FERRAMENTA PARA RESTAURAÇÃO: MORCEGOS

SOUZA, João Vitor de¹; ZAMPIER, Maria Eduarda²; PAROLIN, Lays Cherobim³
Curso do(a) Estudante: Ciências Biológicas – Bacharelado – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A dispersão de sementes por vertebrados constitui um processo ecológico fundamental para a regeneração natural de ecossistemas florestais, sendo os morcegos frugívoros reconhecidos como importantes dispersores na Mata Atlântica. Entre as estratégias propostas para favorecer esse processo em áreas degradadas, destaca-se o uso de óleos sintéticos presentes em frutos quiropterocóricos, capazes de atuar como estímulos olfativos para a atração desses animais. Entretanto, a eficiência dessa técnica permanece pouco conhecida em diferentes fitofisionomias, especialmente na Floresta Ombrófila Mista. OBJETIVOS: Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a eficiência dos óleos sintéticos α-pineno e α-copaeno, isolados e combinados, na atração de potenciais dispersores de sementes, com foco em morcegos frugívoros, além de caracterizar a fauna registrada e seus padrões comportamentais frente aos diferentes tratamentos. MATERIAIS E MÉTODO: O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental Gralha Azul (PUCPR), utilizando quatro unidades experimentais compostas por septos impregnados com α-pineno, α-copaeno, α-pineno + α-copaeno e uma unidade controle, monitoradas por armadilhas fotográficas durante 158 dias. Os registros foram classificados quanto à composição taxonômica, guilda alimentar e tipo de interação com as unidades experimentais, sendo analisados por meio do teste do qui-quadrado de Pearson e do Teste Exato de Fisher. RESULTADOS: Foram obtidos 3.200 registros brutos, dos quais 106 corresponderam a interações de vertebrados distribuídas entre Mammalia, Aves, Reptilia e Amphibia. Nenhum morcego foi registrado durante todo o período de monitoramento. A unidade contendo α-pineno apresentou maior proporção de registros de espécies potencialmente dispersoras em relação ao controle, porém a composição taxonômica da fauna, os padrões comportamentais e a proporção entre interações diretas e indiretas não diferiram significativamente entre os tratamentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora a ausência de morcegos contraste com estudos anteriores realizados em outras fitofisionomias da Mata Atlântica, sua interpretação deve considerar limitações metodológicas inerentes ao monitoramento por armadilhas fotográficas, bem como características ambientais e estruturais da Floresta Ombrófila Mista que podem influenciar a detecção dos animais e a dispersão dos óleos sintéticos. Os demais resultados indicam que, nas condições avaliadas, os óleos utilizados não promoveram alterações detectáveis significativas no padrão geral de utilização da área pela comunidade de vertebrados, com exceção da unidade contendo α-pineno, que apresentou uma composição com a predominância de animais com potencial para dispersão de sementes. O estudo amplia o conhecimento sobre a resposta da fauna terrestre a estímulos olfativos sintéticos em Floresta Ombrófila Mista e fornece subsídios para o aprimoramento de futuras pesquisas voltadas à utilização desses óleos como ferramenta auxiliar em programas de restauração ecológica.

PALAVRAS-CHAVE: Regeneração natural; Óleos sintéticos; Morcegos frugívoros; Dispersão de sementes; Floresta Ombrófila Mista.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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