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DIABETES MELLITUS E O IMPACTO NA ADESÃO TERAPÊUTICA EM IDOSOS COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

FARIA, Giovanna Nogarolli¹; BAENA, Cristina Pellegrino³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional brasileiro tem sido acompanhado por aumento expressivo na prevalência de doenças crônicas, entre as quais a insuficiência cardíaca (IC) se destaca como uma das condições mais frequentes em idosos, associada a elevada morbidade, hospitalizações recorrentes e impacto na qualidade de vida. A adesão ao tratamento medicamentoso é um componente central no controle da IC, mas estudos apontam taxas expressivas de não adesão nessa população. A coexistência do diabetes mellitus (DM), condição frequentemente associada à IC por meio de mecanismos fisiopatológicos bidirecionais, pode representar um agravante adicional para o manejo terapêutico, aumentando a complexidade do regime medicamentoso e potencialmente comprometendo a adesão. OBJETIVOS: Analisar a influência do histórico de diabetes mellitus na adesão ao tratamento medicamentoso em pacientes idosos com insuficiência cardíaca no Sistema Único de Saúde, definir o perfil clínico e sociodemográfico dessa população, comparar as taxas de adesão entre diabéticos e não diabéticos, investigar fatores associados à não adesão e contribuir para a idealização de estratégias que promovam adesão terapêutica nesse contexto. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de estudo observacional, analítico, de abordagem quantitativa, realizado a partir de recorte de banco de dados constituído por entrevistas estruturadas e consulta a prontuário eletrônico de idosos com IC acompanhados em ambulatórios acadêmicos vinculados ao SUS em Curitiba e Londrina. Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, clínicas, funcionais, cognitivas, psicossociais e de adesão medicamentosa A amostra final compreendeu 170 idosos, comparados segundo a presença ou ausência de DM por meio de testes estatísticos apropriados, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: Do total, 76 (44,7%) pacientes apresentavam DM. Não houve diferença estatisticamente significativa na adesão medicamentosa entre diabéticos e não diabéticos (63,2% versus 58,5%; p=0,636). Os grupos diferiram quanto ao número de comprimidos ingeridos diariamente, maior entre os diabéticos (mediana de 13 contra 10; p<0,001), à presença de dependência funcional (44,7% versus 25,5%; p=0,010) e à ocorrência de incontinência esfincteriana (39,5% versus 23,4%; p=0,030), ambas mais prevalentes no grupo com DM. Não foram observadas diferenças quanto a crenças negativas ou barreiras relacionadas aos medicamentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O histórico de diabetes mellitus, isoladamente, não esteve associado a menor adesão medicamentosa em idosos com IC no contexto ambulatorial do SUS, embora tenha se associado a maior carga terapêutica, maior dependência funcional e maior prevalência de incontinência esfincteriana. Os achados reforçam o caráter multifatorial da não adesão e sugerem que o acompanhamento ambulatorial regular pode atuar como fator protetor, mesmo em subgrupos clinicamente mais complexos, apontando a necessidade de rastreamento ativo de dependência funcional e de incontinência esfincteriana nessa população.

PALAVRAS-CHAVE: Adesão Terapêutica; Insuficiência Cardíaca; Diabetes Mellitus; Idosos; Sistema Único de Saúde.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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